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Polícia de SP investiga perfis de redes sociais por série de ataques a Michelle Bolsonaro

Michelle sofreu uma série de xingamentos após boatos nas redes sociais sobre um relacionamento amoroso dela com o ex-ministro Osmar Terra

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Rogério Pagnan
São Paulo, SP

A Polícia Civil de São Paulo investiga cerca de 250 perfis do Twitter e do Instagram que participaram neste ano de uma série de ataques contra a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, 38.

Michelle sofreu uma série de xingamentos após boatos nas redes sociais sobre um relacionamento amoroso dela com o ex-ministro Osmar Terra.

Na última quinta-feira (24), Michelle esteve na sede do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em São Paulo, para solicitar o prosseguimento dessas investigações, abertas em abril e que visam identificar os donos desses perfis.

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A visita provocou algumas informações desencontradas, inclusive sobre um suposto pedido de censura a uma música.

Em seu depoimento à polícia, ao qual a reportagem teve acesso, Michelle negou envolvimento amoroso com o deputado federal pelo MDB do Rio Grande do Sul. Disse se tratar de uma mentira que a ofende “como esposa, mulher e mãe”.

Ela disse ainda ter ficado extremamente abalada com a série de ataques, que tiveram inclusive repercussão negativa no âmbito familiar.

O estopim dessas insinuações, segundo Michelle, foi uma publicação feita pela revista Istoé, em fevereiro deste ano, que falava do “esforço de Bolsonaro para vigiar a mulher de perto”, o que, segundo ela, levava o leitor a crer em um romance extraconjugal com o ex-ministro da Cidadania.

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“A falaciosa notícia propalada […] ganhou espaço na internet, ocasionando um sem número de ofensas e piadas infames em redes sociais envolvendo a declarante, colocando em xeque sua fidelidade, integridade, correção e decoro”, diz trecho do depoimento de Michelle.

A visita da primeira-dama à unidade policial abriu espaço a uma série de versões. Entre elas, a de que Michelle teria solicitado a retirada da internet de um vídeo da música “Micheque”, da banda de rock Detonautas, que fala dos R$ 89 mil recebidos por ela de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) quando o filho do presidente era deputado estadual.

Este assunto não foi citado por ela, conforme depoimento ao qual a reportagem teve acesso. Policiais ouvidos pela reportagem informaram que não há nenhuma investigação sobre essa ou qualquer música na unidade.

O advogado da primeira-dama, Daniel Bialski, também afirma que nenhum pedido foi apresentado por ele para censura de músicas. O pedido da primeira-dama busca apenas identificar os responsáveis pelos perfis que participaram dos ataques contra ela.

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“Pessoas que a xingaram, no Twitter e Instagram, chamando-a de vagabunda, sem vergonha, puta e daí por diante. Porque ela se sentiu extremamente ofendida com isso. Precisamos descobrir quem são essas pessoas”, disse.

O advogado afirmou que Michelle somente irá decidir quais medidas tomar somente após ter em mãos uma lista de suspeitos, calculada pela defesa em cerca de 250 nomes.

“A primeira vai ser optar por processar essas pessoas ou, quem se desculpar e retificar o que disse, ou tirar o post ofensivo, ela pode deixar de processar. É isso. Essa coisa da música, não fui procurado para ser advogado dela. Ela nem comentou nada comigo.”

Policiais ouvidos pela reportagem afirmam que o número de investigados é menor, mas não sabem precisar quantos.

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O advogado disse ainda que a primeira-dama também apresentou uma notícia-crime contra o jornalista responsável pela reportagem em fevereiro e ainda move uma ação por danos morais.

Procurada, a defesa da Istoé declarou que em momento algum a reportagem afirma existir uma relação extraconjugal da primeira-dama.

“A nota disse apenas que ela iria se mudar do Ministério da Cidadania para uma sala no Palácio do Planalto. Foram internautas e outros sites que fizeram essas ilações. A nota da Istoé jamais disse que ela teve um caso extraconjugal. Basta ler a nota.”

As informações são da FolhaPress




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