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Defesa de auditor preso no Rio diz que medida tem viés político

Canal é acusado de cobrar propinas de réus e delatores em troca da suspensão de multas do Fisco

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A defesa do auditor fiscal da Receita Federal Marco Aurélio Canal classificou a prisão de seu cliente como “ilegal”, “de viés exclusivamente político” e “pautada em supostas informações obtidas através de ouvi dizer”.

Canal é supervisor de programação da Receita Federal e foi preso nesta quarta-feira, 2, em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), durante operação realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal para tentar prender 14 pessoas. Canal é acusado de cobrar propinas de réus e delatores em troca da suspensão de multas do Fisco.

O advogado Fernando Martins, responsável pela defesa de Canal, declarou, por meio de nota, “que se trata de mais uma prisão ilegal praticada no âmbito da denominada operação Lava Jato, eis que de viés exclusivamente político, atribuindo a Marco Canal responsabilidades e condutas estranhas à sua atribuição funcional e pautada exclusivamente em supostas informações obtidas através de ouvi dizer de delatores”.

A reportagem está tentando ouvir representantes dos demais presos na operação realizada nesta quarta-feira.

Estadão Conteúdo. 


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