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Comissão da reforma analisa pedido de votação em bloco dos destaques individuais

17 partidos orientam ‘sim’ para relatório de Moreira; 7 são contra

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A comissão especial que discute a reforma da Previdência analisa agora um pedido para que haja votação em bloco da admissibilidade dos destaques individuais apresentados pelos deputados, ou seja, que todos esses destaques sejam rejeitados de uma só vez. Se isso ocorrer, em seguida, a comissão analisará os destaques apresentados por partidos, que são 17.

A tendência, de acordo com integrantes da comissão, é que os destaques individuais sejam, de fato, rejeitados em bloco. Nesta tarde de quinta-feira, o líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo (PSL), afirmou que os “destaques individuais devem ser rejeitados em bloco”.

17 partidos orientam ‘sim’ para relatório de Moreira; 7 são contra

A comissão especial da reforma da Previdência encerrou a fase de orientação dos partidos, com 17 siglas orientando favoravelmente ao parecer do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), contra o encaminhamento desfavorável de sete partidos. Ele iniciou a votação para que cada deputado se posicione para aprovar ou rejeitar o relatório de Moreira. Após a decisão, o colegiado analisará 22 destaques de bancada que foram apresentados ao parecer, mas a expectativa é de que o número seja reduzido porque alguns devem ser retirados.

As lideranças do PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB, PV e Rede encaminharam de forma contrária ao parecer. Já PSL, PP, PL, PSD, MDB, PRB, PSDB, DEM, SDD, PTB, Podemos, Pros, PSC, Cidadania, Novo, Avante e Patriota defenderam a aprovação do parecer. O PMN não fez orientação de voto. A Liderança do governo encaminhou favoravelmente, contra a posição manifestada por representantes de Minoria e Oposição. Até o momento, não houve manifestação por parte da Maioria. 

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Enquanto as lideranças faziam a orientação, um grupo de parlamentares debatia reservadamente perto da mesa. Para não atrapalhar os discursos, o presidente da Comissão, Marcelo Ramos, pediu que a reunião fosse feita no corredor. Segundo apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o debate acontece entre deputados que defendem regras mais brandas para policiais e integrantes do ministério da Economia. 

Durante o encaminhamento, integrantes da comissão e líderes fizeram breves discursos. O deputado Tadeu Alencar (PE), que falou pelo PSB, afirmou que a proposta mantém “as crueldades e é uma agressão ao direito dos mais pobres”. Já o deputado Arthur Oliveira Maia (BA), que orientou pelo DEM, afirmou que seria “de fato, faltar ao Brasil” se a reforma não for aprovada. “O Estado não conseguirá pagar se continuar nesse modelo. A reforma é para acabar com privilégios”, disse.

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Também pelo DEM, o deputado Pedro Paulo (RJ), afirmou que o orçamento da União “foi capturado pelas despesas correntes obrigatórias” e argumentou que o impacto previsto com a aprovação da reforma poderá ajudar a reverter o quadro. “Quem diria que uma proposta que veio com R$ 1 trilhão economia sairia da Câmara com R$ 1 trilhão. O relatório apresentado tem avanços significativos, protegeu quem mais precisa”, disse.

Pelo PT, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que a proposta aumenta a desigualdade e prejudica os mais pobres. “Estamos pensando no Brasil, em que projeto de desenvolvimento nacional nós queremos. Vamos lutar muito para derrubar”. O petista afirmou também que quem defende a reforma é o mercado financeiro “da ganância insaciável e da especulação”. “O mercado de economia real perde com essa proposta”, disse.

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O líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou que a aprovação da reforma é mais um passo para a recuperação da economia. “Da maneira como está, vai nos render uma economia real de R$ 1 trilhão em dez anos, como a gente pretendia. Vai nos abrir portas para a reforma tributária, para a revisão do pacto federativo e para medidas que vão nos levar para outro patamar econômico”, disse.

Estadão Conteúdo.

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