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Taxa de natalidade na China é a mais baixa em mais de 40 anos

Em 2020, a taxa de natalidade caiu drasticamente, chegando a 8,52 nascimentos por cada mil habitantes, segundo o anuário estatístico de 2021

Foto: Stringer/Reuters

A taxa de natalidade da China despencou no ano passado, atingindo seu nível mais baixo em mais de quatro décadas, apesar dos esforços do regime comunista para convencer as famílias a “crescerem”.

Embora o governo tenha passado a autorizar, em 2016, que os chineses tenham dois filhos, e até três este ano, Pequim enfrenta o risco do envelhecimento de sua população e da diminuição no número de sua população economicamente ativa.

Em 2020, a taxa de natalidade caiu drasticamente, chegando a 8,52 nascimentos por cada 1.000 habitantes, segundo o anuário estatístico de 2021. Trata-se do valor mais baixo desde que o anuário foi publicado em 1978.

O número do ano passado seria o mais baixo desde a fundação do regime comunista em 1949, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas.

Comparativamente, em 2019, a taxa de natalidade foi de 10,41 nascimentos por 1.000 habitantes.

Os incentivos do governo parecem ter pouco efeito sobre as famílias, que enfrentam o aumento crescente do custo de vida, em particular, da educação e da moradia.

O número de casamentos também despencou no ano passado, atingindo seu piso em 17 anos, com apenas 8,14 milhões de casamentos.

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O número de divórcios caiu, pela primeira vez em mais de 30 anos, após a imposição, no início de 2020, de um período de reflexão de um mês para casais que desejarem se separar. Ainda assim, foi maior do que o total de casamentos.

No ano passado, 4,34 milhões de casais se divorciaram, ou seja, mais da metade do número de casamentos.

As estatísticas chinesas podem levantar dúvidas. Segundo a agência Bloomberg, baseando-se nas diferenças entre os números anuais do Escritório Nacional de Estatísticas e nos resultados dos censos decenais, calculou, por exemplo, que o número de nascimentos registrou uma queda de 11,6 milhões entre 2000 e 2010.

© Agence France-Presse

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