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Saúde

Uso de IA na saúde brasileira atinge 18% dos estabelecimentos

Maior adoção ocorre na rede privada, com desafios como altos custos limitando a expansão.

Redação Jornal de Brasília

12/05/2026 20h48

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Ascom/Secretaria da Saúde do Estado (Sesab)

A inteligência artificial (IA) é utilizada por 18% dos estabelecimentos de saúde no Brasil, sendo 11% na rede pública e 21% na privada, segundo a pesquisa TIC Saúde 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pela 12ª edição da pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que entrevistou 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde no país. O levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

“Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explica o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.

As principais aplicações de IA no setor incluem organizar processos clínicos e administrativos (45% dos estabelecimentos), melhorar a segurança digital (36%), aumentar a eficiência dos tratamentos (32%), auxiliar na logística (31%), apoiar a gestão de recursos humanos ou recrutamento (27%), auxiliar nos diagnósticos (26%) e na dosagem de medicamentos (14%).

No entanto, a adoção enfrenta obstáculos significativos. Em hospitais com mais de 50 leitos, os gestores apontam custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) como principais barreiras.

“O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável. Além disso, a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da IA em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente no cuidado com os pacientes”, destaca a coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br, Luciana Portilho.

O levantamento mostra ainda que 9% dos estabelecimentos utilizam internet das coisas e 5% empregam tecnologia robótica com uso de internet. Quanto aos serviços online para pacientes, 39% oferecem visualização de resultados de exames, 34% agendamento de consultas e 32% de exames.

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