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Saúde

SUS fará mais de 13 mil atendimentos em terras indígenas em junho

Mutirões do programa Agora Tem Especialistas levarão consultas, exames e cirurgias a territórios indígenas de quatro estados, com foco em especialidades como oftalmologia e ginecologia.

Redação Jornal de Brasília

15/06/2026 13h53

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Foto: Adriã Galvão Baré/AgSUS

O programa Agora Tem Especialistas vai realizar, ao longo de junho, mais de 13 mil atendimentos entre consultas, exames e procedimentos especializados em territórios indígenas do Ceará, Pernambuco, Amapá e Pará. As ações são executadas pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e integram a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população indígena à atenção especializada.

Segundo a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a iniciativa busca aproximar o SUS desses territórios e reduzir desigualdades no acesso à rede de saúde indígena. A programação inclui consultas, exames diagnósticos, procedimentos especializados e cirurgias oftalmológicas, com atendimentos em áreas como pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, clínica médica, dermatologia e cirurgia geral.

As ações contam com parceria de instituições que atuam em territórios indígenas e regiões remotas, como o projeto Aldeia em Foco, a Associação Médicos da Floresta (AMDAF), o Hospital Israelita Einstein e a ONG Zoé. Desde o início da estratégia, em agosto de 2025, já foram realizados 14 mutirões em diferentes regiões do país.

Os mutirões ocorrerão nos territórios atendidos pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Ceará, Pernambuco, Amapá e Norte do Pará, além de Guamá-Tocantins. No território Xukuru do Ororubá, em Pernambuco, o mutirão de oftalmologia será realizado entre os dias 14 e 20 de junho, com atendimento a mais de 30 aldeias. Nos dias 1º e 2 de julho, serão feitas cirurgias de catarata e pterígio em pacientes previamente triados.

No Ceará, a ação contemplará os polos-base Anacé, Potyrô Tapeba, Aquiraz e Maracanaú. Já no Amapá e no norte do Pará, a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Macapá concentrará atendimentos em ginecologia e obstetrícia, pediatria, cardiologia, anestesiologia e ultrassonografia. No território indígena Tumucumaque, os polos-base Bona e Missão Tiriyó receberão equipes multiprofissionais para atendimentos em oftalmologia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, clínica médica e odontologia.

Na Terra Indígena Zo’é, atendida pelo DSEI Guamá-Tocantins, o atendimento especializado ocorrerá nos dias 20 e 21 de junho. Serão realizadas consultas, exames de imagem e cirurgias, com o apoio de um profissional fluente na língua Zo’é para garantir mediação cultural e facilitar a comunicação com a comunidade.

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