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Saúde

Quedas e queimaduras lideram internações infantis no país

Levantamento do Projeto Criança Segura mostra alta nas hospitalizações de crianças e adolescentes por acidentes em 2025

Redação Jornal de Brasília

29/08/2026 12h08

Arquivo/Agência Brasil

Quedas e queimaduras foram as principais causas de internação de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil em 2025, segundo dados compilados pelo Projeto Criança Segura, da ONG Aldeias Infantis SOS, a partir do DataSUS. As quedas somaram mais de 55 mil internações, o equivalente a 43,4% do total nessa faixa etária, enquanto as queimaduras responderam por mais de 25 mil casos, ou 19,6%.

No recorte geral, o país registrou mais de 1,6 milhão de hospitalizações por acidentes em todas as faixas etárias. Desse total, crianças e adolescentes de até 14 anos representaram 162 mil internações, 9,7%. O levantamento mapeou 128,5 mil desses casos, o que corresponde a 79,3% do total da faixa etária.

Em média, 10,7 mil crianças e adolescentes foram hospitalizados por acidentes a cada mês em 2025. Em números absolutos, São Paulo liderou as internações, com 19.837 casos, seguido por Minas Gerais, com 12.183, e Paraná, com 10.708. Na outra ponta, Amapá registrou 468 hospitalizações, Roraima 543 e Sergipe, 297.

Quando o cálculo considera a população, a liderança muda. O Pará teve a maior taxa de internações, com 120 hospitalizações por 100 mil habitantes, seguido por Tocantins, com 113, e Maranhão, com 102. As menores taxas foram registradas no Rio de Janeiro, com 43 por 100 mil, no Rio Grande do Norte, com 39, e em Sergipe, com 13.

Além das quedas e queimaduras, os acidentes de trânsito aparecem como a terceira principal causa de internação, com 12,6 mil ocorrências, ou 9,9% do total. Os casos se concentraram principalmente entre adolescentes de 10 a 14 anos, que responderam por 50,4% das internações dessa categoria, e na faixa de 5 a 9 anos, com 32,3%.

O relatório também registrou 4,2 mil casos de intoxicação, o equivalente a 3,3%, além de 644 ocorrências de sufocação, 261 de afogamento e 70 acidentes com armas de fogo. Entre as intoxicações, 37,7% atingiram crianças de 1 a 4 anos e 31,2% a faixa de 5 a 9 anos. Já a sufocação e os afogamentos se concentraram, sobretudo, entre crianças de 1 a 4 anos.

Na comparação com anos anteriores, o estudo apontou crescimento nas internações de crianças e adolescentes por acidentes. O aumento foi de 2,2% em 2024 ante 2023 e de 5,4% em 2025 ante 2024. As maiores altas ocorreram em intoxicações, com avanço de 19,7% na comparação entre 2024 e 2025, sufocação, com 10,8%, e queimaduras, com 7,4%. Os acidentes com armas de fogo foram a única categoria com redução, de 13,6%.

O relatório destaca ainda que mais de 90% dos acidentes com esse público seriam evitáveis e defende campanhas educativas, ambientes mais seguros e fortalecimento de políticas públicas como medidas para reduzir hospitalizações, sequelas e mortes evitáveis.

Com informações da Agência Brasil

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