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Prevent Senior diz que não recomenda cloroquina e que médicos têm autonomia

“Os médicos têm total autonomia para adotar ou prescrever terapias ou medicamentos que julguem os mais adequados para cada paciente”

Rio de Janeiro (RJ) 22/05/2020 METROPOLE – COMBATE A PANDEMIA DE CORONAVIRUS COVID-19 – EXERCITO PRODUZ REMEDIO CLOROQUINA / HIDROXICLOROQUINA – Após o surgimento de diversos casos da doença respiratória causada pelo coronavírus (COVID-19) na China, o governo brasileiro, preocupado com a proliferação do vírus, vem adotando medidas de preparação e orientação dos serviços de saúde e da população em todo o país. Considerando o atual cenário de aumento do número de casos de infecção pela COVID-19 em território nacional, combatendo a disseminação do novo vírus e focando na produção de possíveis medicamentos para o tratamento, ainda que permaneçam em fase de estudos para a comprovação de sua segurança e sua eficácia, o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) intensificou a produção do medicamento Cloroquina 150 mg, apoiado pelo Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM) e pelo Laboratório Químico Farmacêutico da Aeronáutica (LAQFA). CREDITO LQFEx/MINISTERIO DA DEFESA

A Prevent Senior informou, por meio de nota, que não recomenda, enquanto operadora de saúde, o uso de nenhuma droga ou tratamento. A manifestação ocorre depois que o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) notificou extrajudicialmente a Hapvida e a Prevent Senior pelo uso de cloroquina e outros medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19.

“Os médicos têm total autonomia para adotar ou prescrever terapias ou medicamentos que julguem os mais adequados para cada paciente, levando-se em conta o histórico médico individual. Este acompanhamento é facilitado porque o histórico clínico de todos os mais de 530 mil beneficiários é registrado digitalmente, o que garante segurança à conduta dos médicos. Um ponto importante: os indicadores de letalidade entre os pacientes de Covid atendidos pela Prevent estão abaixo das médias registradas tanto no País quanto no Estado de São Paulo”, disse a Prevent na nota.

Segundo nota do Idec, as operadoras contrariam as recomendações de órgãos nacionais e internacionais e pressionam médicos a aplicarem o chamado “tratamento precoce”, colocando em risco a saúde e a segurança dos consumidores.

O Idec pede que a Hapvida e a Prevent Senior revejam imediatamente seus protocolos internos, interrompam o envio de medicamentos sem eficácia comprovada aos usuários, cessem a pressão sobre médicos e prestem esclarecimentos aos consumidores sobre os riscos do chamado “tratamento precoce” por todos os meios disponíveis, inclusive jornais de grande circulação do País.

As empresas têm 15 dias corridos para responder à notificação.

Estadão Conteúdo

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