A Controladoria-Geral do DF avaliou, em auditoria, o uso de ovitrampas para o monitoramento do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. O Distrito Federal já utiliza essas armadilhas para coletar e contar ovos do mosquito em diferentes regiões administrativas.
Segundo o relatório, as ovitrampas são armadilhas simples e de baixo custo que permitem a detecção precoce de infestações e o monitoramento da densidade das populações dos vetores. A ferramenta ajuda a identificar a presença do mosquito antes do aumento de casos e pode direcionar ações preventivas do governo, como visitas domiciliares, mutirões e campanhas educativas.
A auditoria foi realizada no Programa Saúde em Movimento e avaliou não apenas os resultados alcançados, mas também a metodologia usada na produção dos dados e a confiabilidade dos processos de trabalho nas ações de campo dos agentes de vigilância ambiental. O trabalho, segundo a Controladoria, contribui para ajustes nos atributos da meta utilizada pela Secretaria de Saúde (SES-DF) e na padronização dos indicadores.
O relatório também recomendou medidas para ampliar a capacidade de instalação de ovitrampas pela Vigilância à Saúde, além de priorizar regiões com maior histórico de risco epidemiológico. A medida, de acordo com o documento, pode melhorar a identificação de áreas vulneráveis e a resposta do poder público.
Com informações da Controladoria-Geral do DF