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Saúde

Dia dos Namorados: 5 reflexões sobre como encontrar o amor

Neste Dia dos Namorados, cinco reflexões sobre os caminhos para encontrar o amor, não aprecie com moderação

Redação Jornal de Brasília

12/06/2022 7h04

Muitos seres humanos passam a vida em busca de um par romântico, a ‘tampa da minha panela’, a ‘metade da laranja’ ou ‘um chinelo velho para um pé cansado’. Para além dos clichês, se sentir amado é algo fundamental em nossas vidas e não há um passo a passo para conquistar isso, na análise da psicóloga Desirée Cassado, professora daThe School of Life.

“Seria ingênuo acreditar que existem regras ou dicas para encontrar o amor. Isso seria reduzir uma experiência ampla, significativa e complexa a algo muito simples, que na verdade não é”, diz.

No dicionário Michaelis, existem, pelo menos, 15 itens que definem o amor, entre eles: ‘sentimento que leva uma pessoa a desejar o que se lhe afigura belo, digno ou grandioso’ e ‘grande afeição que une uma pessoa a outra’.

Há quem diga que a paixão, aquele sentimento avassalador, tem curta duração e que o amor, este sim, é duradouro. É muito difícil nomear o que sentimos por alguém muitas vezes. “Amor é, antes de tudo, uma ação que envolve um conjunto de habilidades que precisamos sempre aperfeiçoar”, explica Desirée Cassado.

Neste Dia dos Namorados, a psicóloga listou, a pedido da reportagem do Estadão, cinco reflexões sobre os caminhos para encontrar o amor.

Supere o romantismo

Eu aprendi uma série de coisas sobre relacionamentos com o filósofo suíço Alain de Botton, o fundador da The School of Life. Uma delas é que: o amor dá trabalho. Mas o que acontece é que a gente vem de uma cultura romântica que nos faz acreditar que existe, em algum lugar do mundo, uma pessoa pronta e perfeita para nós e que ela vai nos completar, nos compreender nas entrelinhas, nos tirar da solidão e seremos felizes para sempre. A questão é que qualquer relação é trabalhosa, seja ela amorosa ou não, pelo simples fato de que reúne pessoas com bagagens emocionais, histórias e traumas particulares. Apesar de contracultural, é importante a gente adotar uma visão mais realista do amor para se relacionar melhor.

Permita-se ser vulnerável

Não é possível encontrar o amor sem atravessar um universo de vulnerabilidades. Todo mundo tem medo de não se sentir amado, querido ou aceito. O que aconteceria se, mesmo inseguros, nos abríssemos (com curiosidade e generosidade) para experimentar a companhia do outro? As relações não acontecem na nossa cabeça e sim ao nosso redor. Se durante um encontro, eu fico conectado apenas com as minhas ansiedades e expectativas, que é um material que eu já conheço, perco a valiosa oportunidade de genuinamente escutar e conhecer a individualidade do outro.

Tenha consciência do paradoxo da escolha

Hoje, existem opções de encontrar alguém tanto no mundo físico quanto virtual. E o que eu acompanho de estudos sobre a nossa mente é que diante de muitas opções, em geral, seguimos por um dos seguintes caminhos: ficamos paralisados na hora de escolher ou ficamos infelizes com a escolha feita, imaginando que existe algo melhor no mundo. Isso tem feito com que muitas pessoas passem pelos relacionamentos como quem esquia em gelo fino, ou seja, todo mundo passando rápido para não afundar. A questão é que a construção de um relacionamento exige um trabalho duro que envolve, paciência, cordialidade, gentileza, curiosidade, interesse genuíno, escolha, propósito e ideais. Não existe relacionamento duradouro que não tenha um propósito, um ideal, um compromisso de agir amorosamente apesar dos dias ruins.

Agregue humor à sua vida

Ter humor é fundamental para aprendermos a lidar tanto com a nossa perfeição quanto com a do outro. O humor nos dá a chance de olhar para a nossa própria história de uma outra perspectiva mais afastada do sofrimento do nosso “eu crítico”. É o humor que permite que a gente arrisque, brinque e fique à vontade com o erro. No encontro amoroso, precisamos estar à vontade com nosso lado sombrio, humano e ridículo, tanto para nos abrir mais para as pessoas e às oportunidades quanto para calibrar melhor possíveis críticas internas ou externas. Não existe vida interessante sem a possibilidade de se sentir ridículo.

Considere que a atração também pode ser construída

É claro que podemos encontrar alguém e sentir uma atração imediata. Mas também existe legitimidade na atração construída depois da intimidade, porque a pessoa, por exemplo, te tratar de uma forma boa e conhecida, permanece ao seu lado apesar das batalhas, entre tantos outros contextos do dia a dia. Pela nossa visão romântica, a gente quer se encantar pelo outro de imediato e para sempre. Ansiamos pela paixão, somos perfeccionistas emocionais. Mas, na prática, a paixão não é duradoura. Por mais intensa que seja a paixão imediata, a convivência torna tudo mais difícil (e humano). Nós nos acostumamos. Por isso, precisamos aprender como cultivar o amor. Costumo dizer que “os dispostos se atraem mais do que os opostos”.

Estadão Conteúdo

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