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Saúde

Clima instável agrava infecções respiratórias e enfraquece defesas

Variações de temperatura aumentam o risco de crises em pessoas com rinite e outras condições respiratórias.

Redação Jornal de Brasília

12/05/2026 17h34

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As instabilidades climáticas, com variações de temperatura, estão reduzindo as defesas fisiológicas do corpo e elevando a frequência de infecções respiratórias. O alerta vem do otorrinolaringologista Luciano Gregório, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Segundo Gregório, essas mudanças criam uma ‘abertura’ nas defesas, permitindo que patógenos virais infectem o nariz. Pessoas com rinite não alérgica são especialmente afetadas, pois variações de temperatura, cheiros de fumaça ou perfumes podem entupir o nariz. Em ambientes fechados, ar seco e frio agravam rinite e sinusite, alterando impulsos nervosos e fisiologia nasal.

Para enfrentar esses desafios, especialistas recomendam medidas preventivas. Manter-se hidratado é essencial, pois a desidratação prejudica a saúde nasal. Umidificar o ambiente ajuda, mas deve-se evitar excesso para não fomentar mofo e ácaros. Lavagens nasais com soro fisiológico, de uma a quatro vezes ao dia, removem alérgenos, poeira e fluidificam secreções, reduzindo inflamação.

Para rinite vasomotora, que piora com alterações de temperatura, usar água em temperatura adequada durante lavagens e umidificar ambientes secos alivia a congestão. Em situações como viagens de avião, com ar muito seco, géis de hidratação nasal disponíveis em farmácias podem ser úteis.

O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros complementa que quedas de temperatura dificultam a função do nariz em aquecer e umidificar o ar inspirado, abrindo espaço para infecções. As doenças mais comuns incluem gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e laringites, podendo evoluir para quadros graves em imunossuprimidos.

Barros indica evitar ambientes fechados e aglomerações, onde vírus circulam mais, além de manter rotina de sono e alimentação equilibrada para fortalecer o corpo contra mudanças climáticas. Crianças, idosos e portadores de doenças crônicas como asma e DPOC demandam atenção redobrada. A qualquer sinal de piora, como tosse persistente, chiado no peito ou febre, é recomendável procurar um médico.

Com informações da Agência Brasil

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