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Saúde

Brasil reforça rede de bancos de leite no Dia Mundial da Doação

Ministério da Saúde destacou a maior rede de bancos de leite do mundo e fez um chamado para ampliar a doação de leite humano no SUS.

Redação Jornal de Brasília

19/05/2026 9h52

leite humano

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Neste 19 de maio, Dia Mundial da Doação de Leite Humano, o Ministério da Saúde reforçou o chamado para ampliar a solidariedade em torno da rede de bancos de leite do SUS, considerada a maior do mundo. Segundo a pasta, o sistema beneficiou 4,1 milhões de recém-nascidos prematuros e de baixo peso nos últimos cinco anos.

De acordo com a matéria, o gesto de 3,6 milhões de mães doadoras, entre 2020 e 2025, atendeu outras 46,8 milhões de mulheres e resultou na coleta de mais de 4,2 milhões de litros de leite em todo o país. O leite humano doado é apontado como essencial para fortalecer a imunidade, apoiar a recuperação clínica e contribuir para um desenvolvimento mais saudável dos bebês.

O Brasil mantém atualmente 239 Bancos de Leite Humano e 261 Postos de Coleta em todos os estados. O modelo é descrito pelo ministério como referência internacional por unir baixo custo, alta tecnologia e cuidado humanizado, com alcance para países da América Latina, África e Europa. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que amamentar é um gesto que vai além da nutrição e representa cuidado, vínculo e saúde.

Para fortalecer a rede, o Ministério da Saúde instituiu, em 2024, a Rede Alyne, voltada à redução da mortalidade materna e infantil e ao cuidado neonatal. A iniciativa criou um incentivo financeiro para qualificar os serviços de bancos de leite humano e ampliar a autossuficiência no atendimento neonatal. Desde então, já foram repassados R$ 93 milhões aos serviços em todo o país.

A campanha mundial deste ano tem como tema “Doação de Leite Humano: Solidariedade que nutre, vida que cresce”, escolhido em votação internacional com participação de 37 países e quase 10 mil votos registrados pela Rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH). A proposta vencedora é de autoria da profissional de enfermagem equatoriana Rebeca Cadmelema Puyo.

A iniciativa também busca ampliar o número de novas doadoras e desmistificar a ideia de que é preciso produzir grandes volumes para doar. Segundo o texto, dependendo da condição clínica e do peso do bebê, apenas 1 ml de leite humano já pode ser suficiente em cada refeição. A matéria informa ainda que, a cada 12 mulheres acompanhadas pelos Bancos de Leite Humano, uma se torna doadora.

Em diversas regiões do país, a coleta pode ser feita diretamente na casa da doadora, em alguns casos com apoio dos corpos de bombeiros ou de outros serviços locais. Onde não há coleta domiciliar, a mulher pode procurar o Banco de Leite Humano ou o Posto de Coleta mais próximo para receber orientações sobre armazenamento e entrega.

Antes de chegar aos recém-nascidos internados nas unidades neonatais, o leite doado passa por cadastro da doadora, recebimento, armazenamento, seleção, classificação, pasteurização, controle de qualidade microbiológica e distribuição, conforme prescrição médica e/ou nutricional. O incentivo à amamentação e à doação de leite humano também integra as estratégias de fortalecimento do cuidado materno-infantil no SUS, que neste mês ganhou ainda a primeira versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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