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81% dos brasileiros apoiam ‘passaporte da vacina’ para local fechado, diz Datafolha

Outros 18% são contrários à cobrança do “passaporte” vacinal, e 1% não soube responder.

Por FolhaPress 17/01/2022 7h11
Foto: Agência Brasil

Artur Rodrigues
São Paulo, SP

Uma parcela de 81% da população brasileira é a favor da apresentação de comprovante de vacinação contra Covid para a entrada em locais fechados, como escritórios, bares, restaurantes e casas de shows, segundo pesquisa do Datafolha.

Outros 18% são contrários à cobrança do “passaporte” vacinal, e 1% não soube responder.

O levantamento também mostra aumento da percepção da população de descontrole da pandemia, em meio ao avanço dos casos puxado pela variante ômicron.

A pesquisa foi feita por telefone nos dias 12 e 13 de janeiro, com 2.023 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A medida já adotada isoladamente por diversos estados, municípios e setores econômicos. No entanto, a a oposição ao passaporte vacinal é uma bandeira da gestão Jair Bolsonaro (PL).

No final de dezembro, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, publicou um parecer que dizia não ser possível a exigência do comprovante de vacinação em universidades e institutos federais. O ato, no entanto, foi suspenso pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski.

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Segundo o Datafolha, o maior percentual de favoráveis à medida ocorre entre mulheres (87%), pessoas com mais de 60 anos (87%), com ensino fundamental (86%) e que ganham até dois salários mínimos (85%).

Os grupos com maior rejeição à obrigatoriedade da vacina para entrar em lugares fechados são homens (24%), pessoas de 25 a 34 anos (22%) e que ganham mais de dez salários mínimos (28%).

O apoio à exigência da vacinação é maior no Sudeste (84%) e menor na região Sul (75%). Também há maior apoio entre espíritas (87%) e católicos (85%) do que entre evangélicos (76%).

Entre as ocupações, as donas de casa são as mais favoráveis (90%), e os empresários (60%) a categoria em que o apoio é menor.

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A pesquisa também abordou o medo de pegar Covid, em momento de explosão de casos da doença no Brasil, com o avanço da ômicron –a variante já corresponde a quase todos os testes positivos para detecção da Covid no país, segundo levantamento feito por laboratórios.

Uma parcela de 39% afirma ter muito medo de ser infectada –percentual que já foi de 55% em março de 2021.

Outros 37% têm um pouco de medo de serem infectados e 18% não têm nenhum medo –6% deram outras respostas.

As donas de casa (50%) e os aposentados (47%) são os grupos com mais pessoas dizendo que têm muito medo, enquanto empresários são os que têm o maior percentual de profissionais que afirmam não ter medo de se infectar (28%).

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Quanto aos hábitos para proteção, 60% afirmam estar tomando cuidado, mas saindo de casa para trabalhar e fazer outras atividades; 24% estão saindo de casa apenas quando é inevitável; 12% estão vivendo normalmente sem mudar nada na rotina; e 4% seguem totalmente isolados, sem sair de casa.

Apenas 4% das pessoas dizem acreditar que a pandemia está totalmente controlada.

Segundo a pesquisa, cresceu a percepção de que a doença está fora de controle. Para 48%, ela está controlada em parte –mas esse percentual era de 68% há um mês.

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Em ascensão, o percentual de pessoas que acham que a pandemia não está controlada passou de 20%, em dezembro, para 45% no novo levantamento.

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Pesquisa Datafolha publicada neste sábado (15) mostrou que um em cada quatro brasileiros com 16 ou mais anos de idade diz ter sido diagnosticado com Covid desde o início da pandemia. São 42 milhões de pessoas infectadas, quase o dobro do total de casos registrados oficialmente no país.

Nesse cenário, 81% dos brasileiros sempre usam máscara fora de casa; 13% de vez em quando; 3% raramente; e 2% não usam.

Apesar da alta adesão ao uso de máscara, ela está em queda. Em março de 2021, 92% usavam sempre o acessório de proteção.

No Sudeste, é maior o público que sempre usa máscara (85%). No Centro-Oeste e Norte (o levantamento agrupou essas duas regiões do Brasil), o percentual é menor, de 75%.








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