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Política & Poder

Vorcaro presta novo depoimento à PF nesta quarta (30)

Segundo a PF, a investigação apura a atuação da chamada “A Turma”, uma suposta organização criminosa dividida em quatro núcleos, com funções específicas e atuação coordenada pelo banqueiro

Késia Alves

30/09/2026 10h20

daniel vorcaro pf depoimento

Foto: Divulgação/PF

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deve prestar um novo depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (30). A conversa terá início às 14h, por meio de videoconferência, e deve abordar sobre o grupo chamado “A Turma”.

Segundo a PF, a investigação apura a atuação da chamada “A Turma”, uma suposta organização criminosa dividida em quatro núcleos, com funções específicas e atuação coordenada pelo banqueiro. É nesse contexto que ocorre o novo depoimento.

Na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em março deste ano, a Polícia Federal apontou Vorcaro como responsável pela articulação das ações financeiras e pela elaboração de estratégias para a atuação da organização. Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido em “fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio, intimidação e obstrução de justiça”. Nesta etapa da operação, o banqueiro foi preso pela segunda vez.

A defesa de Vorcaro também contestou os fundamentos da prisão preventiva. Em setembro, ao solicitar a revogação ou a substituição da medida, os advogados afirmaram que o banqueiro “vem tentando cooperar com as investigações e com a Justiça por meio dos institutos previstos pela legislação processual penal”, mas que teve poucas oportunidades de se manifestar verbalmente.

Na decisão que determinou a prisão preventiva, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça apontou a existência de “risco concreto de interferência nas investigações”. Para a defesa, porém, as alegações são “impertinentes e não se prestam a justificar a prisão preventiva”.

Ao pedir, em setembro, a revogação ou a substituição da prisão preventiva, a defesa de Vorcaro questionou os fundamentos da medida. Os advogados disseram que o banqueiro “vem tentando cooperar com as investigações e com a Justiça por meio dos institutos previstos pela legislação processual penal”, mas teve poucas oportunidades para se manifestar verbalmente.

A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que citou “risco concreto de interferência nas investigações” como justificativa. A defesa, por sua vez, classificou as alegações como “impertinentes” e afirmou que elas não justificam a manutenção da prisão preventiva.

No documento encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a defesa sustentou que os fatos citados para justificar a prisão não poderiam ser considerados atuais. Segundo os advogados, os episódios ocorreram antes mesmo da existência da investigação e teriam sido praticados por terceiros. A defesa também argumentou que, após quase 12 meses de prisão preventiva, não houve registro de novos fatos semelhantes, nem elementos concretos que indiquem risco de repetição da conduta.

No pedido, os advogados afirmaram ainda que não se trataria de atos destinados a “embaraçar investigação que, à época, sequer existia”, além de destacarem que a legislação exige fatos novos ou contemporâneos para fundamentar a prisão preventiva.

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