O líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), fez várias críticas ao relatório-geral do Orçamento, apresentado pelo deputado Geraldo Magela (PT-DF). O senador foi um dos que pressionaram Magela a fazer mudanças, sob a advertência de que poderia obstruir a votação da peça orçamentária no Congresso, por meio de um pedido de verificação de quorum.
Para Virgílio, foi criado um clima de desconfiança entre as bancadas do governo e da oposição com relação a alguns pontos do projeto. Falando com o apoio do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), Virgílio taxou o texto de “ilegítimo e equivocado”, dado que as emendas de Magela, segundo ele, não poderiam ter sido inseridas no substitutivo.
– Nós estranhamos algumas emendas na peça orçamentária, como a que direciona recursos para construção de obras para a Copa do Mundo de 2014. Este é o caso de uma emenda que dirige recursos para obras para a Copa no Piauí. Nós sabemos que o Piauí é um estado necessitado de recursos e nós podemos e devemos encaminhar recursos para lá. Mas não é dessa forma que vamos fazê-lo, pois todos sabem que o estado não sediará nenhum jogo – declarou Virgílio.
O senador disse estranhar, ainda, que, a pretexto da Copa, fora também incluída no texto a construção de um santuário em Juazeiro do Norte (CE), em homenagem a Padre Cícero.
Após a fala de Arthur Virgílio, faltando cerca de 45 minutos para o encerramento do prazo para votar o Orçamento ainda este ano, o deputado Geraldo Magela acenou com mudanças no texto, mostrando-se aberto a um acordo com a oposição, o que acabou ocorrendo.
Para isso, o relator cedeu à pressão oposicionista, e decidiu transformar suas duas mil emendas de investimento em emendas de bancada, transferindo os recursos de modo proporcional entre os estados. Além disso, o texto estabeleceu que o Executivo só poderá realocar 25% do valor de cada obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em vez de 30% sobre o montante total, como antes previa o relatório de Magela