O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após pelo menos 75 ônibus do transporte público da capital baiana serem impedidos de sair das garagens neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições de 2026.
A decisão ocorreu após pedido da Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PC do B e PV. O tribunal também determinou o restabelecimento imediato de toda a frota de ônibus, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
Antes da decisão, o senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro do governo Lula, afirmou que o partido também pediria a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Rui acusou o prefeito de cometer crime eleitoral ao dificultar o exercício do voto. “Precisa ser preso”, declarou.
Bruno Reis rebateu as acusações e chamou Rui Costa de “vagabundo”, além de afirmar que o senador eleito estaria mentindo. O prefeito também disse que Salvador sempre ofereceu transporte gratuito em dias de eleição, independentemente de determinação legal.
Segundo Reis, os 75 ônibus ficaram retidos na garagem de uma empresa concessionária porque estavam com adesivos do PT nas janelas. Ele atribuiu a colocação do material a sindicalistas ligados ao partido e afirmou que os veículos precisaram aguardar a retirada dos adesivos antes de circular.
“É uma concessionária de transporte público que não pode cometer esse crime eleitoral de propaganda”, declarou o prefeito, acrescentando que os ônibus já estavam circulando pelas ruas.
O secretário Pablo Souza foi procurado pelo Terra para comentar o caso, mas, até a publicação da reportagem original, não havia respondido.