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Toffoli recebeu R$ 4 milhões para alterar voto e conceder liminar, diz ex-governador

Em delação premiada, Sérgio Cabral acusa Toffoli de reverter cassação de prefeitos do Rio de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Em acordo de delação premiada, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral diz que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 3 milhões para alterar voto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo Cabral, Toffoli aceitou a oferta e mudou seu voto no julgamento de cassação de mandato do prefeito de Volta Redonda, Antônio Francisco Neto, em 2015. A mudança fez com que o TSE revertesse a decisão por 4×3, fazendo com que Neto mantivesse o contrato.

O pagamento teria sido feito pelo ex-secretário de obras do Rio, Hudson Braga, na era do governador à época, Luiz Fernando Pezão. Em relatório, a Polícia Federal constatou que Toffoli mudou o voto dois meses depois. A PF foi quem pediu um inquérito para apurar a acusação de venda de sentenças por parte do ministro do STF.

Ainda na delação, Cabral diz que Toffoli recebeu também R$ 1 milhão para para conceder uma liminar para a ex-prefeita de Bom Jesus de Itabapoana-RJ Branca Motta, em 2014. O advogado Daniane Mângia Furtado teria sido o autor do pagamento. As informações foram obtidas pela revista Crusoé.

Toffoli nega ter recebido dinheiro ilícito. No próximo dia 21, o STF vai julgar a validade da delação premiada de Sérgio Cabral.






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