Só terão duas definições para as chapas que disputarão a eleição para o governado de Minas Gerais. Primeiro, os tucanos ficarão com Pimenta da Veiga para suceder o governador Antônio Anastasia, também do PSDB. Outro nome apontado pelo presidente do partido, Aécio Neves, era o deputado federal Marcus Pestana, mas o ex-ministro da Comunicação cresceu dentro da sigla e conseguiu levar a melhor. Segundo, o candidato de oposição, o petista e ex-prefeito Fernando Pimentel, que deixou o Ministério do Desenvolvimento de Dilma para disputar o governo.
Enquanto isso, outros partidos grandes, como o PMDB, discutem as possibilidades de alianças com a coligação nacional ou indicação de nomes próprios, para seguirem separados.
Propostas
Para tentar a reeleição, os tucanos apostam em uma base robusta, com 15 a 20 partidos. As negociações ainda não foram fechadas, mas o número já é dado como certo dentro do PSDB.
O atual governador, Antônio Anastasia, assumiu o governo após a renúncia de Aécio Neves, em 2010, candidato ao Senado. Nesse ano, Anastasia conseguiu vitória nas eleições, superando Hélio Costa, do PMDB, no segundo turno. Por conta disso, o atual governador não poderia disputar a reeleição e deverá tentar uma cadeira no Senado. Entra como favorito, mas deve ficar pouco tempo no Congresso. Já se fala em seu nome para a Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições de 2016. A primeira suplência, portanto, tornou-se valorizadíssima e virou moeda de troca para as alianças.
Já certa a indicação pelo PT de Fernando Pimentel, a questão é se, para dar força à candidatura, o PMDB indicará o vice. O acordo ainda não está fechado.
A razão do impasse é o fato de que o senador Clésio Andrade já ter sido anunciado como candidato e tem usado o discurso de que não abrirá mão. Apesar do anúncio, o PMDB de Minas estaria dividido, com parte dos filiados tendendo a aceitar uma coligação com o PT. Nesse caso, os nomes especulados para vice seriam o do presidente do partido, Saraiva Felipe; do ministro da Agricultura, Antônio Andrade – que já anunciou que deixará o cargo; do empresário Josué Gomes da Silva – filho do ex-vice-presidente José Alencar -; e do próprio senador Clésio Andrade. Dirigentes do PT teriam preferência pelo ex-ministro.
Pesa também contra Andrade o apoio da bancada de deputados estaduais do PMDB a um alinhamento com a executiva nacional, junto com o PT. As intenções do PT são tão claras que Fernando Pimentel já anunciou que o ex-presidente Lula ajudará na elaboração do programa de governo.
Rede quer nome próprio
O PSB segue sem definir seus rumos. Tanto sua militância como os membros da Rede Sustentabilidade já defenderam a candidatura própria, mas ainda não houve um desfecho. O partido tem sido cobiçado por PSDB, PT e PMDB. A ex-senadora Marina Silva seria favorável a um nome da Rede para disputar a eleição.
Pesa a favor dos tucanos o pacto de não agressão firmado entre Aécio e Campos. Em Pernambuco, o PSDB passou a fazer parte do governo e a tendência é o apoio ao sucessor do candidato do PSB à presidência da República. Além disso, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, foi apoiado pelo então governador Aécio Lacerda, em 2008, quando venceu. Até ser reeleito, em 2012, o prefeito não cogitava uma candidatura, mas mudou de ideia.
Já o vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), deve assumir o governo em abril, com a renúncia de Anastasia, mas a sua candidatura perdeu força. Ele tentou assumir o comando da chapa apoiada por Aécio Neves, sem sucesso.
Pode ser que aconteça uma saia-justa caso a direção nacional do PP, alinhado com o governo da presidente Dilma Rousseff, faça pressão para que o partido apoie Fernando Pimentel.