A percepção de que a gestão de Rodrigo Rollemberg nada faz além de apagar incêndios é “real”, reconhece o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle. Ele diz que, como foram encontrados “vários incêndios”, é preciso apagá-los primeiro, para depois “plantar”. “As pessoas estão vendo os problemas que já existiam, um pouco agravados, e têm a sensação de que não estamos fazendo nada”, conclui o secretário.
“Estamos tentando mostrar o tamanho do problema. A população precisa compreender que o governo está tomando as medidas para evitar que as coisas piorem”, argumenta Hélio Doyle. O governo tem que administrar o problema, ele diz. “Mas o problema é de todo mundo”, frisa.
Recursos de fora
O déficit herdado do ex-governador Agnelo Queiroz deve se acentuar, com as despesas do ano – incluindo os reajustes salariais concedidos sem previsão orçamentária aos servidores públicos, conforme o secretário. Com os recursos do caixa, vai dar apenas para manter o Distrito Federal, ele argumenta.
“Vamos conseguir fazer algumas obras com os R$ 500 milhões do empréstimo do Banco do Brasil e outros recursos que podem vir do Governo Federal, do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), de convênios, financiamentos… Mas, dificilmente, vamos conseguir investir em largar escala. Os recursos terão de vir de fora”, acrescenta Hélio Doyle.
Os investimentos prioritários para este ano ainda não foram definidos. “Estamos começando a consolidar essa discussão, para ver onde vamos investir”, garante Doyle.