A edição da revista Época que circula esta semana em Brasília levanta suspeitas sobre a variação patrimonial do ex-ministro dos Esportes e um dos possíveis candidatos ao Governo do Distrito Federal pelo PT, Agnelo Queiroz. De acordo com a publicação, na declaração que Agnelo apresentou a Justiça em 2006, durante a campanha eleitoral na qual concorreu para senador, o ex-ministro teria um patrimônio total de R$ 224 mil, que incluíria R$ 45 mil em contas correntes e um apartamento no valor de R$ 78 mil. Menos de quatro meses depois da declaração, ainda de acordo com a revista, Agnelo teria dado uma entrada de R$ 150 mil para a compra de uma casa com mais de 500 metros quadrados de área construída no Setor de Mansões Dom Bosco, mesma região onde o governador afastado José Roberto Arruda mantém propriedade.
Segundo Época, Agnelo teria dito que quitou o imóvel em cinco prestações, com um valor registrado na escritura de R$ 400 mil. O próprio ministro, segunda a revista, afirmou que não fez empréstimo, nem se desfez de nenhuma propriedade para pagar o imóvel, tendo usado apenas as economias dele e da mulher. De acordo com a publicação, as declarações de renda apresentadas por Agnelo com referência aos anos de 2006 e 2007, e extratos bancários, mostrariam que o casal não tinha recursos para pagar nem a metade do valor declarado pela casa. Detelhe: no mesmo período, o atual diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda segundo Época, comprou mais dois apartamentos e um carro.
A revista traz ainda a informação de que Agnelo contratou um arquiteto para reformar o imóvel antes de se mudar para ele e mandou construir, em uma área pública contínua à da mansão, uma quadra de tênis, um campo de futebol e um pequeno lago, além de instalar refletores. À Época, o pre-candidato do PT admitiu que a construção era uma irregularidade e que já teria mandado desmontar.
Segundo a revista, ao falar com a reportagem, Agnelo teria inicialmente atentado argumentar que é uma prática comum em Brasília cercar áreas verdes públicas. Sobre a variação patrimonial, ainda segundo Época, Agnelo afirmou ficar incomodado em falar sobre seus nególcios particulares. O ex-ministro também teria afirmado que tudo que se fala dele pode ser atribuído a intrigas de companheiros do próprio PT.