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Política & Poder

Retrospectiva 2017: Temer ataca Joesley em ação preventiva

Arquivo Geral

31/12/2017 7h00

Atualizada 29/12/2017 20h30

Fotos Públicas

Amanda Karolyne
redacao@grupojbr.com

O presidente Michel Temer em junho entrou com duas ações na Justiça contra o empresário Joesley Batista. Uma por danos morais, e outra por difamação, calúnia e injúria. Para a defesa do peemedebista, o executivo agiu por “ódio” para prejudicar Temer e “se salvar dos seus crimes”. Temer decidiu processar Joesley, após ele dizer, em entrevista à revista Época dada em junho, que o presidente liderava a “maior organização criminosa do País”.

A postura de Temer representa, na verdade, uma reação à abertura de processo contra ele pela Procuradoria-Geral da República.
Nas peças, a defesa afirmava que Joesley “passou a mentir escancaradamente e a acusar outras pessoas para se salvar dos seus crimes” e acusava o empresário de ser “o criminoso notório de maior sucesso na história brasileira”, já que conseguiu um acordo de delação premiada que o permite ficar em liberdade e morar no exterior.

Sem citar os governos do PT, o documento afirmava que seria preciso “rememorar os fatos” de que o Grupo J&F, da qual Joesley é acionista, recebeu o primeiro financiamento do BNDES em 2005, “muito antes” de Temer chegar ao Palácio do Planalto. Para eles, “os reais parceiros de sua (Joesley) trajetória de pilhagens, os verdadeiros contatos de seu submundo, as conversas realmente comprometedoras com os sicários que o acompanhavam, os grandes tentáculos da organização criminosa que ele ajudou a forjar ficam em segundo plano, estrategicamente protegidos”, diziam os processos.

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