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Política & Poder

Retrospectiva 2017: Protesto de índios acaba em invasão

Arquivo Geral

31/12/2017 7h00

Atualizada 29/12/2017 20h37

Manifestação por demarcação de terras vira pancadaria após a ocupação das áreas externas do Congresso. Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

Amanda Karolyne
redacao@grupojbr.com

A polícia legislativa usou bombas de gás para dispersar uma manifestação de índios em frente ao Congresso Nacional no dia 25 de abril. O grupo estava em Brasília para protestar contra o governo do presidente Michel Temer e para reivindicar o avanço na demarcação de terras indígenas.

Os índios desceram correndo o gramado em frente ao Congresso e foram impedidos por policiais da tropa de choque de acessar a entrada que dá acesso à Câmara e ao Senado. Mais numerosos, porém, eles conseguiram furar o bloqueio e começaram a pular dentro do espelho d’água.

A polícia, então, revidou com bombas de gás. Dava para sentir o cheiro dentro das dependências da Câmara. Alguns índios chegaram a lançar flechas contra os PMs. Caixões de papel foram jogados no gramado e no espelho d’água. A Polícia Militar calculou os manifestantes, que incluíam não-índios, em 2 mil.

Após a confusão na entrada da Chapelaria, os índios voltaram a ocupar o gramado em frente ao prédio e fecharam as pistas dos dois sentidos da Esplanada dos Ministérios. O grupo deixou cerca de 200 caixões pretos no local para simbolizar o “genocídio dos povos indígenas”, em uma crítica à bancada ruralista no Congresso.

Os índios que manifestaram em frente ao Congresso eram do Acampamento Terra Livre 2017, com reivindicações contrárias a diversas medidas que tramitavam no Congresso vistas como negativas aos índios.

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