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Renan se recusa a fazer perguntas a médicos pró-cloroquina e deixa CPI

Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o senador Humberto Costa (PT-PE) acompanharam Renan e também deixaram a audiência pública sem fazer qualquer pergunta aos médicos infectologistas Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), se recusou a fazer perguntas aos médicos que defendem o uso do tratamento precoce contra a Covid-19. Os médicos pró-cloroquina compareceram à sessão, nesta sexta-feira (18).

O vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o senador Humberto Costa (PT-PE) acompanharam Renan e também deixaram a audiência pública sem fazer qualquer pergunta aos médicos infectologistas Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves. Os profissionais são defensores do tratamento precoce com cloroquina e ivermectina, medicamentos que não possuem comprovação de eficácia contra o novo coronavírus.

Zimerman é um dos integrantes da comitiva exclusiva de defensores do “tratamento precoce” que foi a Manaus (AM), em janeiro deste ano, na época em que o estado sofria com a crise de falta de oxigênio, durante a pandemia. Na época, a equipe laçou o TrateCov, formulário voltado para profissionais de saúde, mas que ficou acessível para qualquer pessoa por pelo menos três dias e recomendava o uso da cloroquina, como tratamento para a Covid-19.

Ambos os infectologistas são assessores da Secretaria de Segurança Multidimensional da Organização dos Estados Americanos (OEA), pasta comandada por Arthur Weintraub. Em fevereiro deste anos, eles assinaram uma nota técnica do Ministério Público Federal de Goiás recomendando cloroquina e ivermectina. Alves também é coautor da nota informativa do Ministério da Saúde com orientações para o “tratamento precoce” da Covid-19, em agosto de 2020.






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