O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), entrou com uma queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por difamação. O pedido, enviado ao Supremo Tribunal Federal, veio após Bolsonaro realizar publicações em redes sociais em que acusava Rodrigues de querer comprar a vacina indiana Covaxin “sem licitação e sem certificação da Anvisa”. A pena por difamação, dentro do Código Penal, é de três meses a um ano de detenção, além de multa.
A defesa do senador afirma no texto enviado que é “notória a tentativa recente do Sr. Presidente da República de desviar o foco da CPI da Pandemia – da qual o ora Querelante [Randolfe] é Vice-presidente-, ofendendo a reputação de seus integrantes. Com efeito, o próprio Querelante vem sofrendo inúmeros ataques ilegais recentes – inclusive com a utilização de termos homofóbicos.”
Também em redes sociais, Randolfe, que é vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que investiga a postura do governo federal durante a pandemia, falou sobre a queixa-crime. “Acabo de apresentar queixa-crime contra Bolsonaro por difamação, em razão de tentativa de ferir minha reputação mentindo sobre meu alegado envolvimento nos esquemas da Covaxin. Essa covardia de Fake News precisa ACABAR!”, escreveu Rodrigues.
Mais cedo, o senador já havia respondido ao post do presidente, afirmando que, enquanto Bolsonaro queria “propina”, ele queria “vacina”. É lógico que eu queria vacina o mais rápido possível. Salvar vidas, pra gente, não é brincadeira e não é algo que se negocie com intermediários. Queria a Janssen, a Covaxin, a AstraZeneca, a CoronaVac, a Pfizer… Nossa diferença é grande: eu queria vacina! Vocês queriam propina!”, escreveu.
No vídeo compartilhado por Bolsonaro, Randolfe aparece defendendo a autorização do uso emergencial dos imunizantes Sputnik V e Covaxin para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Naquele momento, as vacinas não tinham autorização brasileira, apenas de outros países.