Camila Costa
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O Governo do DF ainda não desistiu de barrar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Arapongagem, protocolada por 11 deputados distritais, na Câmara Legislativa. Por determinação do governador Agnelo Queiroz, dois secretários – Raad Massouh, do PPL, e Cristiano Araújo, do PTB, – deixaram o primeiro escalão do DF e retornaram à Casa para reforçar a base aliada. A missão é manter a CPI no papel ou, em caso de instalação, compor a comissão da forma mais confortável para o governo.
Cristiano Araújo volta à Câmara depois de quase sete meses à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Desde a semana passada, o deputado estava exercendo a função de conciliador, com conversas particulares com os deputados, para tentar evitar o apoio à criação da CPI. A avaliação do governo é que, estando na Casa, as negociações podem surtir mais efeito. “A CPI gera instabilidade. Vamos dar apoio ao governador, vim para tratar da CPI e fortalecer a base. Não tem motivo para ter CPI. Brasília não aguenta mais uma crise”, afirmou Cristiano.
Sinalização
Os dois deputados não sabem ainda por quanto tempo permanecerão na Casa, e a sinalização deve partir do Palácio do Buriti. Raad também ajudará no desenrolar da CPI. No entanto, garantiu que o principal motivo do retorno é a necessidade de dar celeridade aos projetos de sua autoria, que ficaram pendentes durante os dois meses que esteve na Secretaria de Micro e Pequenas Empresas.
“Regresso para ajudar no que for preciso. Se for a CPI, tudo bem. Mas esta é a hora de analisar se realmente é o melhor momento para investigar. Não conheço uma pessoa que será beneficiada com essa comissão”, avaliou.
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