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Queiroga volta a falar que variantes “não causam desespero”

“Eu tenho em minhas mãos o controle do SUS”, declarou o ministro

Por Willian Matos 08/12/2021 11h10
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a dizer que variantes do novo coronavírus causam preocupação e não desespero. Nesta quarta-feira (8), durante evento no Ministério, Queiroga declarou que possui o Sistema Único de Saúde (SUS) nas mãos e conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro para o combate à covid-19 no país.

Exaltando o SUS, Queiroga declarou que o país está “conseguindo vencer esse inimigo invisível e imprevisível, que é o novo coronavírus”. “Todos os dias podem aparecer variantes que causam preocupação, mas não causam desespero, pelo menos para mim, o ministro da Saúde, porque eu tenho, nas minhas mãos, o controle do Sistema Único de Saúde e a confiança do presidente da República”, cravou.

Queiroga também falou em transformar em políticas públicas os recursos provenientes do governo federal. “Isso nós temos feito não somente à covid-19, mas também em relação a problemas prevalentes”, disse. As declarações foram dadas durante evento de homenagem e premiação das melhores iniciativas da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS.

Passaporte da vacina

Na terça (7), Queiroga já havia falado que o Brasil não deve cobrar comprovante de vacinação contra a covid-19 para quem vem de fora do país. O ministro disse que esta decisão segue a linha que o governo federal vem adotando desde o início da pandemia. “Às vezes, é melhor perder a vida que perder a liberdade”, disse o ministro, citando fala anterior do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A decisão contraria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, na semana anterior, sugeriu ao governo que fosse cobrado o comprovante vacinal a viajantes. A ideia da agência era evitar a circulação da variante Ômicron no Brasil como tem ocorrido em outros países. A sugestão irritou Bolsonaro. “Estamos trabalhando com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, p…? De novo vai começar esse negócio?”, afirmou, em tom elevado.








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