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Política & Poder

PT se nega a abrir mão de cabeças de chapa

Arquivo Geral

30/05/2013 11h20

Assim como o PMDB não se dispõe a abrir mão de candidaturas a governador, o PT insistirá nas suas, até mesmo em unidades da Federação em que o aliado-rival predomina. Foi o que a bancada petista do Senado tornou claro ao presidente nacional do partido, Rui Falcão, em reunião realizada em Brasília.

 

“Se o PMDB vai ter candidato nos estados onde o PT é governo, porque o PT não pode ter candidatos onde o PMDB é governo?”, indagou o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PI) – anfitrião do encontro – em recado claro para os que se opõem à candidatura do também senador Lindbergh Farias no Rio de Janeiro. O próprio Wellington sonha retornar ao governo do Piauí.

 

O encontro com Rui Falcão tinha como agenda oficial as eleições internas do PT, o chamado Programa de Eleições Diretas, mas serviu mesmo para discutir as sucessões estaduais, sobretudo arranjos a serem feitos para as eleições de 2014.

 

Troco no PSB

 

A ruptura de alianças envolve também outras legendas, além do PMDB. É o caso de Pernambuco, onde o PT pode enfrentar problemas no próximo ano, em razão de divisão entre seus integrantes evidenciada nas eleições municipais de 2012. O senador Humberto Costa já acena com a possibilidade da legenda vir a ter candidato, caso o governador Eduardo Campos não desista de disputar a presidência.

 

Uma possibilidade que teve como ponto alto, nos últimos dias, a filiação do vice-governador pernambucano, João Lyra Neto (PDT), ao PSB. Campos já mencionou várias vezes a intenção de, se concorrer na chapa majoritária, indicar Lyra Neto como candidato à sua sucessão no estado. “Se o governador estiver com Dilma, naturalmente nós deveremos estar juntos na disputa eleitoral, caso isso não aconteça, o PT não descarta a possibilidade de sair com candidatura própria”, afirmou Humberto Costa.

 

Racha interno

 

O problema que enfrenta internamente o PT em Pernambuco, no entanto, é mais grave e envolve antigos rachas dentro do próprio partido. Em função disso, na última semana, o deputado Paulo Teixeira (SP) chegou a se reunir – em nome da direção nacional do partido – com os grupos petistas vinculados a Costa, ao ex-prefeito do Recife, João da Costa, e ao deputado João Paulo Lima e Silva (prefeito por duas vezes da capital pernambucana). João Paulo seria o mais provável candidato petista.

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