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Política & Poder

PT assiste outros levarem bandeira da indignação contra Jaqueline

Arquivo Geral

11/03/2011 7h38

Marina Marquez
marina.marquez@jornaldebrasilia.com.br

 

Adversário histórico da família Roriz, o PT-DF adotou o papel de espectador, em relação ao vídeo que envolve a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) no escândalo da Caixa de Pandora. Os petistas no Distrito Federal, porém, negam qualquer omissão do partido e apontam diferentes motivos para a equidistância no processo contra a deputada.

 

Um primeiro motivo, apontado pelo distrital Chico Vigilante (PT), é a decisão de não fazer do fato uma luta política, o que tem acontecido há anos. “Não vamos fazer como sempre fizeram, que é aproveitar o momento para aparecer. Se o PSOL precisa disso, é problema deles. Nós não precisamos e a Justiça já está tomando suas providências”, argumentou.

 

O líder do governo da Câmara Legislativa, Wasny de Roure (PT), também cita o PSOL quando fala na suposta omissão do partido do governo. Acredita que é positivo que o PSOL faça as obrigações básicas que cabem no caso, mas diz que faria diferente como petista. “A maioria dos integrantes do PSOL vem do PT. Eles aprenderam conosco”, disse. E completou: “Não posso responder pela liderança na Câmara Federal, mas eu seria claro no pedido de afastamento da deputada”. A prova de que o PT não está omisso, acredita Wasny, será durante a votação para a cassação de Jaqueline, caso chegue a plenário.

 

A novata Rejane Pitanga (PT) também é enfática. Para ela, não há omissão e o período em que o escândalo estourou foi o motivo de uma demora para tomar atitudes. “O PT não está à frente de todo o processo porque aconteceu no Carnaval e foi difícil reunir todo mundo. Mas é uma bandeira histórica nossa combater a corrupção e defender a ética na política. Não pode ser diferente agora”, observou.

 

 

 

Leia mais na edição desta sexta-feira (11) do Jornal de Brasília

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