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Política & Poder

PSol pede prisão de Nunes por descumprir frota

Dados mostram redução de 31,4% nos ônibus em circulação no dia da eleição

Redação Jornal de Brasília

25/10/2026 17h39

brasília (df), 29/11/2024 o prefeito de são paulo, ricardo nunes, durante cerimônia para assinatura de contratos de financiamento do bndes para infraestrutura e mobilidade urbana de são paulo. foto: marcelo camargo/agência brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Parliamentares do PSol apresentaram um pedido de prisão contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, sob acusação de descumprir uma ordem judicial que determinava a operação integral da frota de ônibus neste domingo de segundo turno.

O documento foi protocolado neste domingo (25) pela deputada federal Sâmia Bomfim, a vereadora Luana Alves e a deputada estadual Monica Seixas. Elas também citam o secretário de Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.

A ação pede que a Justiça Eleitoral revista a multa inicial de R$ 100 mil para R$ 500 mil por hora de descumprimento. As parlamentares acusam os agentes públicos de crimes eleitorais e de desobediência por embaraçar o sufrágio.

A Justiça Eleitoral já solicitou explicações à SPTrans sobre a suposta falta de veículos. O órgão deu prazo de uma hora para o posicionamento da empresa municipal de transporte.

Dados de um aplicativo de monitoramento indicaram que apenas 71,7% dos ônibus municipais estavam em circulação às 13h20 deste domingo. Um estudo cruzando dados da SPTrans e do TSE apontou uma redução de 31,4% na frota circulante entre 11h e 14h, comparada aos dias úteis.

A pesquisa identificou que a queda foi mais acentuada nas periferias, com redução de 18,1%, enquanto em bairros mais ricos a diminuição foi de 10,6%. O levantamento sugere que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o candidato mais afetado pela menor oferta de transporte.

O prefeito Ricardo Nunes negou que a cidade tenha operado com frota reduzida. Ele afirmou ao Metrópoles que “não há passageiros sem transporte” e que a frota disponível supera a demanda.

Em nota, a SPTrans alegou que a notificação do TRE-SP chegou com menos de 12 horas de antecedência, o que impôs “desafios operacionais concretos”. A empresa afirmou que o planejamento original se baseou na demanda do domingo anterior.

O PT também acionou o TRE-SP para denunciar a falta de ônibus na capital paulista. O partido relatou que há poucos coletivos circulando para garantir o transporte dos eleitores.

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