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Procuradoria cita interferência de Bolsonaro, e juiz manda ao STF caso Milton Ribeiro

O delegado responsável pelo pedido de prisão de Ribeiro afirmou em mensagem enviada a colegas que houve “interferência na condução da investigação”

Por FolhaPress 24/06/2022 12h39
Foto: Cláudio Reis/Estadão Conteúdo

Fábio Serapião e José Marques

O juiz Renato Coelho Borelli, da Justiça Federal do Distrito Federal, enviou os autos das investigações sobre o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores suspeitos de atuarem no Ministério da Educação para análise do STF (Supremo Tribunal Federal) após suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas apurações.

O magistrado deu a decisão após o Ministério Público Federal apontar “indício de vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações”.

Como a Folha de S.Paulo revelou, o delegado federal responsável pelo pedido de prisão de Milton Ribeiro afirmou em mensagem enviada a colegas que houve “interferência na condução da investigação”.

Bruno Calandrini diz no texto que a investigação foi “prejudicada” em razão de tratamento diferenciado dado pela polícia ao ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.

O juiz determinou a interrupção de interceptações telefônicas dos investigados e a remessa do processo para o Supremo. Ele solicita que a ministra Cármen Lúcia, que ficou responsável por decisões nas investigações sobre Milton Ribeiro quando ele era ministro, seja a relatora do caso.

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