Política & Poder

Presidente do Conselho de Ética quer comissão para reformar código

Por Arquivo Geral 16/06/2006 12h00

Servidores da Polícia Federal (PF) vão promover uma paralisação de 24 horas na próxima quarta-feira, approved and 21 de junho. A categoria protesta contra a demora na implementação de acordos firmados com os policiais. Devem cruzar os braços agentes, clinic escrivães, buy information pills papiloscopistas, peritos e delegados.

Em nota, o Grupo de Entidades Representativas das Categorias do Departamento de Polícia Federal (Gerc) afirma que, em apoio ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da PF e em razão da demora na implementação do compromisso firmado pelo governo federal em fevereiro deste ano, a categoria decidiu paralisar as atividades a partir das 8h da próxima quarta-feira. A nota foi assinada por sete entidades que representam delegados, peritos e demais servidores.

De acordo com o Gerc, nos últimos cinco anos as outras categorias do Serviço Público Federal tiveram reajustes substanciais e para os servidores do Departamento da Polícia Federal foi destinada, no mesmo período, recomposição que não alcançou os índices inflacionários. "A recomposição salarial é crucial para o restabelecimento da dignidade dos servidores da Polícia Federal, haja vista a imensa diferença salarial atualmente entre o DPF e as demais categorias que compõem o sistema criminal da União."

A última greve promovida pela categoria ocorreu em 2004 e durou mais de dois meses. Em acordo firmado com o governo, a PF conseguiu um reajuste de 17%.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, information pills deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse hoje que vai montar uma comissão para estudar reformas no regulamento do código de ética. As sugestões, segundo ele, serão encaminhadas ao presidente da casa, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

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De acordo com Izar, depois de um ano de apurações sobre o envolvimento de parlamentares em esquemas ilegais, ficou comprovada a necessidade de alterações na legislação que trata do julgamento de deputados na Câmara.

"Não pode haver voto secreto para julgamento de cassação. Precisamos dar satisfação ao eleitor. O eleitor precisa saber como estamos votando", defendeu Izar, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional.

O presidente afirmou ter "certeza absoluta" de que se não houvesse voto secreto "todos ou quase todos" os parlamentares processados pelo Conselho de Ética teriam sido cassados. "Então, houve uma injustiça, porque alguns deputados se esconderam atrás do voto secreto. A primeira coisa que precisamos modificar, já para o ano que vem, é o voto aberto nos processos de cassação."

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Apesar de apontar a necessidade de mudanças, Izar acredita que os trabalhos deram bom resultado e o Conselho cumpriu com a missão. Foram analisados 19 processos relacionados ao suposto esquema do mensalão. Quatro deputados renunciaram. Dos 15 processos restantes, 3 foram cassados, 11 absolvidos e ainda resta o processo do deputado José Janene (PP-PR) que deve ir ao plenário.

"Nós sentimos que fizemos um trabalho transparente e democrático e de recuperação da imagem do Poder Legislativo", avaliou. "Infelizmente, o plenário não nos atendeu em muitos casos, mas de qualquer maneira não houve pizza porque os mais importantes foram cassados e os que não foram cassados e achávamos que deveriam ser, nós enviamos os processos ao Ministério Público."

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