Os institutos de pesquisa não podem mais registrar novos levantamentos de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O prazo para cadastrar os estudos no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), terminou nesta segunda-feira (19), conforme o calendário eleitoral. Apesar disso, pesquisas registradas dentro do período permitido podem ter os resultados divulgados a qualquer momento, inclusive no domingo (25), dia da votação.
Mesmo com o encerramento do prazo de registro, novos números sobre a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) devem ser publicados nos próximos dias. A Quaest tem divulgação prevista para quarta-feira (21), enquanto o Datafolha deve apresentar seu levantamento na quinta-feira (22). Na rodada anterior da Quaest, Flávio apareceu com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Já o Datafolha registrou 47% para o senador e 45% para o presidente. Nos dois casos, as diferenças estavam dentro das respectivas margens de erro.
As últimas pesquisas dos dois institutos estão previstas para sábado (24), véspera do segundo turno. Para divulgar os resultados, os institutos precisam informar dados como período de coleta, margem de erro, nível de confiança, número de entrevistados, responsáveis pelo levantamento e número de registro no TSE. A inscrição no sistema, porém, não obriga a publicação dos resultados, e a Justiça Eleitoral esclarece que o registro não significa aprovação prévia da metodologia ou dos dados apresentados.
O TSE também implementou mudanças nos procedimentos de registro para ampliar a transparência e o detalhamento metodológico das pesquisas. As novas exigências incluem informações sobre os municípios pesquisados, datas e horários das entrevistas, composição da amostra, métodos de abordagem e ordem das perguntas. O tema ganhou destaque após questionamentos judiciais sobre levantamentos eleitorais, incluindo uma decisão de junho que suspendeu uma pesquisa da AtlasIntel a pedido do PL, sob alegação de problemas metodológicos. Na ocasião, o ministro Kassio Nunes Marques apontou indícios de que o estudo poderia ter ultrapassado os limites da aferição estatística regular.