Política & Poder

“Por razões éticas e de justiça”, Dilma recusa convite de Doria para ser vacinada

Ex-presidente disse que o plano nacional de imunização deve ser respeitado e sinalizou que tomará a vacina quando chegar sua vez

Brazilian former president (2011-2016) Dilma Rousseff speaks during her visit of the National Assembly’s France’s leftist party La France Insoumise (LFI) office in Paris on September 17, 2019. (Photo by JACQUES DEMARTHON / AFP)

A ex-presidente Dilma Rousseff recusou nesta quinta-feira (21) um convite do governador de São Paulo, João Doria, para receber prioritariamente a vacina contra a covid-19. Doria tem a ideia de reunir ex-presidentes e vaciná-los com a Coronavac, imunizante inicialmente comprado pelo governo paulista.

Dilma agradeceu o convite, mas recusou “por razões éticas e de justiça”. “O Plano Nacional de Vacinação deve ser respeitado e, se é certo que a vacinação já começou, não há montante de vacinas disponível para que eu, agora, seja beneficiada”, declarou a ex-presidente. Ela declarou ser a favor de vacinar primeiramente os profissionais da linha de frente e idosos mais vulneráveis à covid-19.

“É inaceitável ‘furar a fila’, que deve ser estritamente respeitada por todos os brasileiros”, disse Dilma. “Aguardarei pacientemente a minha vez e quero adiantar que já estou com o braço estendido para receber a Coronavac.”

Além de Dilma, Doria convocou diversos outros ex-presidentes. No dia 25 de janeiro, no aniversário de São Paulo, um evento em defesa da vida e da importância a vacina vai reunir, no Palácio dos Bandeirantes, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

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