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Política & Poder

Polarização de candidaturas será evitada

Arquivo Geral

09/10/2013 9h00

A candidatura do deputado federal Antonio Reguffe, o mais votado do País proporcionalmente nas eleições de 2010, aumenta a fila dos postulantes a desbancar a atual aliança formada por PT e PMDB, que já tinha Eliana Pedrosa (PPS) e Rodrigo Rollemberg (PSB) definidos como pré-candidatos.

 

A notícia não preocupa Eliana. Ela acredita que a decisão de Reguffe “enriquecerá o debate e evitará uma polarização nas eleições de 2014”. Para isso, serão importantes alianças que ampliem o tempo de rádio e televisão dos candidatos, que veem Agnelo acumular mais de um sexto do horário eleitoral, contando apenas a aliança com PMDB.

 

Faixas próprias

 

Para Eliana Pedrosa, candidata de oposição ao atual governo, a entrada de Reguffe na disputa não deverá causar-lhe problemas nas urnas. “Não vejo como Reguffe  possa tirar votos de mim ou do Rodrigo Rollemberg. Nós queremos um cenário de debates em alto nível sem polarização. Vou gostar muito dessa disputa”, se anima a distrital.

 

Para ela, é agora que começa a eleição para os pré-candidatosa e o trabalho para angariar votos ainda demorará a se impulsionar. “Há poucos dias eu sequer tinha um partido e o PPS manifestou a intenção de ter um candidato ao governo. Antes de formarmos coligações podemos avançar muito pouco e nós ainda teremos que esperar o posicionamento da executiva nacional do partido, para daí sim tomarmos posição”, afirma Eliana Pedrosa.

 

Alianças demoram

 

A definição de alianças só deve ser oficializada a partir de junho de 2014, quando ocorrem convenções. Eles poderão ser definidas de acordo com  decisões das executivas nacionais, mas também em âmbito local, sem que a ordem seja dada de cima para baixo.

 

Isso deve ocorrer com o PDT, que nacionalmente está alinhado com o PT e o PMDB, como explica o secretário jurídico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) Fábio Moreira Lima: “Não há a obrigação de que a coligação nacional seja repetida localmente. Cada unidade da Federação é independente para realizar suas coligações. O que não pode ocorrer é o candidato de uma coligação querer apoiar ou buscar votos em outra que não esteja alinhada com seu diretório”.

 

Jackson Domenico, especialista em Direito Eleitoral e conselheiro da UnB,  lembra que essa decisão pode ser mudada, eventualmente, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), perto do pleito. “Os pré-candidatos terão de estar alinhados com as deliberações feitas pelas executivas nacionais no que se referir a coligações”, alerta Domenico.

 

Briga agora é por tempo de TV

 

A decisão do PDT local de não apoiar a coligação formada por PT e PMDB preocupa o governo pela popularidade do deputado, mas pouco altera o tempo de rádio e televisão dos partidos, que juntos, em 2012, tinham 5’51” do tempo total diário nos meios de comunicação.

 

O tempo a propósito deverá ser uma preocupação do próprio Reguffe e do PDT, que em 2012, nas eleições municipais, tinha apenas 01’26”17.

 

O tempo de Reguffe é menor do que o de Eliana e Rollemberg, que terão 2’50” e 1’40”, respectivamente.

 

O menor espaço para propaganda, sem coligação, é do clã Roriz, que  tem apenas 25 segundos. O PRTB tinha apenas dois deputados federais na Câmara, até 2012.

O número total de federais que migraram para outros partidos ainda não foi analisado pelo TSE.

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