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Política & Poder

PMDB sonha com seis cadeiras na Câmara

Arquivo Geral

10/06/2013 8h20

A estratégia do PMDB para as chapas proporcionais para 2014 começa a ganhar linhas definidas. Com a futura filiação do deputado distrital Wellington Luiz, o partido completa os pilares para a corrida eleitoral. 

 

Ao lado do deputado peemedebista Robério Negreiros, Wellington buscará a reeleição. E, com isso, o partido terá uma margem de segurança para apostar suas fichas na candidatura do líder  Rôney Nemer para o posto de deputado federal.

 

O PMDB definiu a meta de eleger entre quatro a seis distritais nas próximas eleições. Para tanto, o partido calculou que é preciso ter pelo menos dois nomes com votação e mandato para sustentar o conjunto de candidatos. 

 

Igualdade

Mas, ao contrário de outras siglas, os peemedebistas não estão arquitetando sua estrutura de campanha em volta dos “puxadores de votos”. Segundo Rôney Nemer, o partido pretende dar condições iguais para todos os candidatos. “A ideia é não ter puxadores de votos. Todos terão condições iguais. Não haverá ninguém privilegiado”, enfatizou. 

 

A tese de não focar nos puxadores de votos foi elaborada pelo próprio distrital, com base na estratégia definida pela antiga versão do PSD de 2002, na qual Rôney foi eleito deputado distrital junto com outros dois membros do partido. “E naquela eleição eu fui o azarão. Ninguém contava que fosse eleito. Desse jeito todo mundo se empenha mais. Gosto de dizer que todos virão com sangue nos olhos”, brincou.

 

Bloco na Câmara

A curto prazo, caso a filiação se concretize, o partido terá a possibilidade de formar um bloco próprio dentro da Câmara Legislativa. Mas esta é uma carta que dificilmente os peemedebistas vão tirar da manga. 

 

O partido tem bom relacionamento com outras siglas e continuará com a política de alianças para a manutenção de um bloco com mais peso. “Trabalhamos sempre para aumentar o bloco e não para diminuí-lo”, ressaltou. De toda forma, o PMDB passará a contar oficialmente com três votos, o que aumenta seu poder de influência e barganha.

 

Eleito com 10.330 votos, Wellington Luiz chegará no PMDB com a missão de dobrar esta votação em  2014. Desta  forma, haverá chances que ele consiga puxar outro nome do partido. “Minha obrigação é duplicar meus votos. Não é fácil para ninguém dobrar os votos”, comentou o distrital. Segundo o parlamentar, os trabalhos para atingir a meta já estão em curso.

 

Neste sentido, o deputado revelou que o eventual nome será de cota exclusiva do partido. “É claro que se for alguém próximo também ajuda. E tomara que seja”, emendou. Wellington foi eleito com bases bem estabelecidas na Polícia Civil e no Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis).

 

Deputado diz que mudança foi essencial

Sobre a mudança de ares do PPL para o PMDB, Wellington Luiz  considera um movimento necessário para o seu futuro político. “É fundamental para a minha musculatura política. O PMDB é um grande partido que acaba fortalecendo seus integrantes. E eu preciso dessa musculatura para a reeleição”, explicou.

 

Rôney Nemer acrescentou que a troca de partidos de Wellington também é decorrente de desgastes entre o deputado e o PPL. “Quando houve a greve da Polícia Civil, o PPL ficou do lado do governo e não do Wellington, que sofreu muito e ainda perdeu a secretaria de Condomínios”, contou. Paralelamente, desde o começo da atual legislatura, Wellington vinha nutrindo boas relações com peemedebistas.

 

Do outro lado

Se por um lado as estratégias proporcionais do PMDB no DF começam a ganhar forma, por outro a aliança com o PT fica cada vez mais nublada. A insatisfação com a aliança parte de baixo para cima dentro da sigla e já atinge grande parte dos setores de comando do partido. 

 

E as queixas não se restringem aos setores próximos ao deputado federal Luiz Pitiman, publicamente contrário à aliança. Por hora, estes movimentos são subterrâneos e ninguém fala abertamente nos holofotes.

 

Atualmente existem setores do PT a favor e contra a manutenção da composição. O mesmo pode ser visto dentro do PMDB, mas a proporção das forças peemedebistas favoráveis à continuação do projeto minguam a cada semana.

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