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Política & Poder

PF investiga broches com câmera para gravar votos em Cabo Frio

Materiais apreendidos com um homem serão periciados; PF suspeita de uso para filmar votos na urna eletrônica.

Redação Jornal de Brasília

04/10/2026 18h41

pf e policia civil apuram assassinato de filho de cacique no parana

Polícia Federal/divulgação

A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar a distribuição e o uso de broches com dispositivo eletrônico em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A suspeita é de que os equipamentos teriam sido usados para gravar o voto dos eleitores na urna eletrônica.

Segundo a PF, os broches têm na parte frontal o número do candidato e, na traseira, um adesivo que oculta a câmera com bateria. Os materiais foram encontrados com um homem, que teve o celular apreendido. Ele optou por ficar em silêncio.

Os equipamentos e o celular do conduzido serão submetidos à perícia técnica criminal para continuidade das investigações.

Por lei, é proibido entrar na cabine de votação com celulares, óculos inteligentes, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro dispositivo eletrônico capaz de fotografar ou filmar o voto. A vedação consta na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trata da participação de cidadãos no processo eleitoral.

De acordo com o último balanço da PF, até as 15h10 deste domingo (4), foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência para apurar a prática de crimes eleitorais. As ocorrências foram registradas em vários estados, entre eles Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Pará, Santa Catarina, Piauí e no Distrito Federal.

Até o momento, 129 pessoas foram conduzidas e foram apreendidos R$ 789,8 mil em bens e valores, sendo R$ 383,6 mil em espécie. Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.

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