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Política & Poder

PF e Receita apreendem R$ 1,2 mi em esquema de doleiros, ‘fantasmas’ e ‘laranjas’

A apuração constatou o uso de empresas de fachada, com sócios laranja, para a abertura de contas bancárias

Redação Jornal de Brasília

22/11/2023 18h50

Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal e a Receita abriram nesta quarta-feira, 22, a Operação Recidere na mira de um grupo de doleiros que teriam movimentado mais de R$ 4 bilhões em dezenas de contas bancárias em nomes de empresas ‘fantasmas’. Durante a ofensiva, foram apreendidos R$ 1.246.000,00.

Agentes foram às ruas nesta manhã para cumprir 21 mandados de busca e apreensão em endereços de 16 investigados. Cinco empresas também são alvo de buscas. As diligências são realizadas em quatro cidades paulistas – Barueri, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Mogi Guaçu – e em Florianópolis.

O inquérito mira doleiros que, segundo a PF, ‘se dedicaram, por anos, a operar esquema financeiro paralelo, atendendo clientes que buscam mover, no anonimato, grandes volumes de recursos’.

A apuração constatou o uso de empresas de fachada, com sócios laranja, para a abertura de contas bancárias.

De acordo com os investigadores, essas empresas eram usadas para movimentar recursos de clientes do esquema criminoso, muitas vezes com a remessa dos valores ao exterior.

As remessas se davam por meio de operações dólar-cabo, importações simuladas ou superfaturadas e a utilização de criptoativos.

Ao se debruçarem sobre supostas operações fraudulentas de comércio exterior, os investigadores ainda encontraram indícios de participação de um intermediador cambial e um despachante aduaneiro.

A ofensiva apura supostos crimes de: gestão fraudulenta de instituição financeira; operação sem autorização de instituição financeira, inclusive de câmbio; uso de falsa identidade para realização de operação de câmbio; e evasão de divisas.

De acordo com a PF, o nome da operação, Recidere, significa reincidência. “Foi adotado em razão da insistência de alguns dos investigados em continuar praticando os mesmos delitos, mesmo após serem objeto de outras investigações policiais e um deles inclusive firmar acordo de colaboração premiada perante o Supremo Tribunal Federal”, indicou a corporação.

Estadão Conteúdo

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