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Política & Poder

Personagem criada por IA usa imagem política para vender conteúdo adulto

Figura conhecida como “loira do Flávio” aparece em vídeos associados a Flávio Bolsonaro e direciona seguidores para grupos no Telegram que comercializam material pornográfico gerado por inteligência artificial

Aline Teixeira

20/10/2026 15h00

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Foto: Reprodução

Uma personagem conhecida como “loira do Flávio”, que aparece em vídeos políticos associados ao senador Flávio Bolsonaro, teria sido criada por inteligência artificial (IA) para atrair seguidores e vender conteúdo adulto. A denúncia foi divulgada pela Vanity Brasil e repercutida pelo influenciador Guga Figueiredo, que apontou indícios de manipulação digital nos materiais publicados.

Segundo a reportagem, o perfil utiliza vídeos com conteúdo político para conquistar audiência e direcionar usuários a grupos no Telegram, onde são comercializados materiais pornográficos produzidos com inteligência artificial. Os valores mencionados variam entre R$ 30 e R$ 40.

Indícios de manipulação digital

Entre os indícios apontados está a reprodução de respostas de uma entrevista real com a comentarista Cristina Graeml em conteúdos atribuídos à personagem. O caso levanta questionamentos sobre o uso de recursos de inteligência artificial para criar identidades fictícias e associá-las a figuras públicas e ao debate político.

A estratégia combina conteúdos de interesse político com a oferta de material adulto, utilizando a popularidade de personagens e temas eleitorais para ampliar o alcance das publicações e atrair potenciais compradores.

Uso de IA exige atenção à desinformação

O episódio evidencia os desafios de identificar conteúdos sintéticos nas redes sociais, especialmente quando imagens e vídeos são apresentados como se retratassem pessoas reais. Embora a inteligência artificial possa ser utilizada em diferentes contextos, a criação de personagens digitais sem identificação clara pode confundir o público e comprometer a compreensão sobre a origem dos materiais.

Até o momento, as informações relatadas não comprovam a participação de Flávio Bolsonaro ou de sua equipe na criação ou comercialização do conteúdo. A associação da personagem ao senador, portanto, não deve ser interpretada como evidência de envolvimento direto dele na operação.

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