Uma personagem conhecida como “loira do Flávio”, que aparece em vídeos políticos associados ao senador Flávio Bolsonaro, teria sido criada por inteligência artificial (IA) para atrair seguidores e vender conteúdo adulto. A denúncia foi divulgada pela Vanity Brasil e repercutida pelo influenciador Guga Figueiredo, que apontou indícios de manipulação digital nos materiais publicados.
Segundo a reportagem, o perfil utiliza vídeos com conteúdo político para conquistar audiência e direcionar usuários a grupos no Telegram, onde são comercializados materiais pornográficos produzidos com inteligência artificial. Os valores mencionados variam entre R$ 30 e R$ 40.
Indícios de manipulação digital
Entre os indícios apontados está a reprodução de respostas de uma entrevista real com a comentarista Cristina Graeml em conteúdos atribuídos à personagem. O caso levanta questionamentos sobre o uso de recursos de inteligência artificial para criar identidades fictícias e associá-las a figuras públicas e ao debate político.
A estratégia combina conteúdos de interesse político com a oferta de material adulto, utilizando a popularidade de personagens e temas eleitorais para ampliar o alcance das publicações e atrair potenciais compradores.
Uso de IA exige atenção à desinformação
O episódio evidencia os desafios de identificar conteúdos sintéticos nas redes sociais, especialmente quando imagens e vídeos são apresentados como se retratassem pessoas reais. Embora a inteligência artificial possa ser utilizada em diferentes contextos, a criação de personagens digitais sem identificação clara pode confundir o público e comprometer a compreensão sobre a origem dos materiais.
Até o momento, as informações relatadas não comprovam a participação de Flávio Bolsonaro ou de sua equipe na criação ou comercialização do conteúdo. A associação da personagem ao senador, portanto, não deve ser interpretada como evidência de envolvimento direto dele na operação.