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Política & Poder

PDT deixa base aliada do governo Agnelo

Arquivo Geral

08/09/2011 20h19

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Com o peso político do senador (Cristovam Buarque) e do deputado federal (Reguffe) mais bem votados nas últimas eleições, o PDT deixou ontem a noite a base do governo Agnelo Queiroz. A decisão foi tomada em reunião da Executiva Regional, com apenas o voto contrário do distrital Israel Batista. Em nota pública, a legenda afirmou que adotou uma posição política de independência.

 

 

Segundo a Executiva, os membros do partido devem deixar os cargos do governo, caso  contrário devem se licenciar do partido. Atualmente, o PDT possui tem nomes em destaque no GDF: o secretário de Trabalho, Glauco Rojas, e o administrador do Lago Norte, Marcos Woortmann.      

 

 

“Com  relação ao deputado (Israel Batista), ele vai votar de acordo com o partido. E aquilo que achar correto, se não estiver dentro do programa do partido, ele vai votar de acordo com a sua consciência. Mas qualquer proposta do governo que for contra o nosso programa, ele votará contra”, comentou o presidente regional da legenda, Georges Michel.

 

 

Oficialmente, o Palácio do Buriti não se pronunciou sobre a decisão do PDT. Porém, nos bastidores, fontes do governo estranharam a posição da sigla dizendo que o partido estava sendo contemplado  e havia diálogo com o GDF. Alguns  consideram que a decisão foi tomada a partir do posicionamento pessoal de Cristovam.     

 

 

Mesmo sendo voto vencido, Israel Batista entrou com recurso  contra a decisão a ser julgado pelo diretório regional da sigla. Nesta nova instância, a decisão da executiva deverá ser analisada por um grupo de aproximadamente 70 pessoas. “Acredito que, com oito meses de mandato de governador, ainda seja precipitado (sair da base)”, afirmou o deputado. 

 

 

Na nota de independência, a Executiva alegou  cinco razões para deixar a base do governo: ausência de diálogo do governo com o PDT; ausência de sinais indicando o cumprimento do “novo caminho”, proposto por Agnelo nas eleições de 2010; uso de cargos públicos para acomodar as tendências de partidos e parlamentares individualmente, sacrificando as finalidades do serviço público as quais o governo deveria servir; as prioridades do governo são conservadoras, concentradas em obras, no lugar de valorizar a qualidade dos serviços públicos e das políticas sociais; sinais de dominação de um dos 11 partidos integrantes da frente “novo caminho” sobre os demais, na definição dos rumos do governo.

 


Leia mais na edição desta sexta-feira (09) do Jornal de Brasília.

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