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Política & Poder

Pacto pós-Lula: factóide

Arquivo Geral

07/06/2009 0h00

Os parlamentares do PSDB paulista discordam da forma como a bancada de Minas vem se comportando – de acirrar o confronto de Aécio Neves com José Serra. Acham que o partido cometerá um erro se abrir mão da candidatura do governador paulista, cost que continua aparecendo em primeiro lugar nas principais pesquisas de intenção de voto.
Segundo os paulistas, see não passa de factóide a tese defendida por partidários de Aécio a respeito da construção de uma ampla aliança nacional pós-Lula.
“Não acredito nessa história de aliança nacional. Estamos liderando uma forte oposição ao governo Lula. Temos propostas e formas de administrar o Estado radicalmente diferentes do PT”, avaliou o presidente do diretório do PSDB de São Paulo, deputado federal Antonio Carlos Mendes Thame.


“Idéia marota”


Para o parlamentar, a declaração do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em favor de Aécio, é uma tentativa de enfraquecer Serra e rachar o PSDB. “É uma ideia marota, uma perfumaria. Não há como haver um pacto nacional diante de realidades tão distantes”, acrescenta.
O deputado federal Fernando Chucre (PSDB-SP) concorda com Thame. A ideia é inviável até porque, segundo ele, Aécio não tem a mesma relevância nacional de Serra. “O único que aparece com um perfil nacional em todas as pesquisas é o governador Serra”.
Segundo Chucre, a consolidação de uma ampla aliança nacional se transformará em uma porta de entrada para uma parceria com partidos fisiológicos. “Essa ideia é uma tentativa de enfraquecer o governador Serra. Todos sabem que ele tem um comportamento firme, menos permissivo com esse tipo de aliança”, afirma.
Chucre acha ainda que a ideia não tem a menor sustentabilidade diante da situação política vivida pelo País. “Além disso, essa tese não se sustenta, já que o cenário político está fragmentado”, diz.

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