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Política & Poder

No ninho tucano é pena para todo lado

Arquivo Geral

22/10/2013 9h30

Os pré-candidatos a governador do PSDB Izalci Lucas e Luiz Carlos Pitiman terão que se desdobrar para que os líderes da sigla escolham entre eles o nome que disputará o Buriti. O primeiro aposta na máxima militar de que antiguidade é posto. Já o recém-chegado acredita que a experiência técnica e o fato de ser um nome novo na política possam contar ao seu favor. 

 

Tudo pode ser decidido pelo maior interessado na briga: o pré-candidato à presidência  Aécio Neves. Se há algo de unânime entre os tucanos é a necessidade de um palanque próprio no DF.

 

À espera de filiações

 

Após entrar, sair e retornar ao PSDB,  Izalci conta que  aguardava o fim da janela de novas filiações para começar a corrida ao governo. “Agora é a hora de arrumar a casa. Acredito que serei o nome do PSDB porque tenho mais tempo de partido e nas eleições passadas tive o dobro dos votos do Pitiman”, afirma Izalci, recordando que apoiou a acolhida do ex-peemedebista quando do divórcio com o partido. 

 

“Quando ele chegou não havia nada acertado sobre candidatura. Antes do fim do prazo de filiações eu ainda não tinha ido para as ruas, mas não é apenas isso que fará um candidato. Ainda há as articulações políticas que serão feitas com importantes nomes que também vão para a disputa”, analisa Izalci. Ele completa: É como naquela frase do Romário (PSB): “não tem como chegar agora e sentar na janela”.

 

Para Luiz Pitiman o importante é “construir uma relação partidária” com o PSDB. “Essa escolha vai até abril ou maio, já que as convenções ocorrerão  em junho do ano que vem. No momento, minha missão é formar um palanque em Brasília para o Aécio Neves”, declara o neo-tucano que faz uma analogia de sua posição no PSDB: “Ainda me considero um reserva de uniforme e meião, esperando no banco. Acredito que tenho grandes chances de jogar, pois acho que alguns deles se contundirão até lá”.

 

População quer novidade

 

Pitiman não acredita que seu pouco tempo de partido será problema. Assegura que é uma vantagem. “Pesquisas qualitativas mostram que a população quer isso. Nesse aspecto eu tenho vantagem sobre os outros”, diz o deputado.

 

Para ambos a opinião de Aécio   terá peso no diretório local, mas não será o determinante. “O Aécio terá seu peso, mas a decisão será local. O objetivo maior será a presidência, mas nas  alianças a decisão será dele”, acredita Izalci.

 

Saiba Mais

 

Izalci afirma que já começaram as conversas para formação de alianças com partidos que estejam em oposição ao governo de Agnelo Queiroz. Aposta, por exemplo, em  uma união com o PDT.

 

Para ele, o único problema seria o apoio de José Antonio Reguffe a Marina Silva, mas diante da mudança dela, ele poderia apoiar, no DF, Aécio Neves.

 

Pitman acredita que, além das alianças, o PSDB terá que reproduzir o que as ruas estão pedindo e ouvir os partidos contrários ao PT para traçar uma estratégia comum para vencer a máquina pública.

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