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Política & Poder

Nikolas Ferreira critica extensão do horário de votação e fala em possível “narrativa de golpe”

Deputado do PL afirma que prorrogação poderia favorecer um dos candidatos e ser usada para contestar eventual derrota de Flávio Bolsonaro

João Victor Rodrigues

25/10/2026 19h08

Nikolas Ferreira também criticou o feminismo ao falar sobre aborto e afirmou que jovens seriam influenciadas a ter “sexo desregrado” - Créditos: Divulgação

Créditos: Divulgação

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender até as 19h a votação nas seções eleitorais que ainda estavam abertas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a medida poderia abrir espaço para uma “narrativa de golpe” caso Flávio Bolsonaro (PL) não vença a disputa presidencial.

Na gravação, Nikolas relacionou a discussão às reclamações de eleitores em Salvador sobre dificuldades para chegar aos locais de votação. Segundo ele, aliados de Flávio defenderam que uma eventual ampliação do prazo não deveria ficar restrita a determinadas localidades, mas alcançar todo o país. O deputado também questionou o momento em que a decisão foi anunciada e apontou dificuldades para executá-la em seções que já haviam encerrado os trabalhos.

O parlamentar argumentou que a prorrogação poderia beneficiar um dos candidatos e levantou a hipótese de que a oposição contestasse o resultado caso o senador não fosse eleito. “Se a gente perder, pode ter certeza que essa prorrogação ajudou somente um time, que era o time que precisava de virar”, declarou. Nikolas também mencionou pesquisas eleitorais, entre elas o Datafolha, para sustentar que Flávio estaria à frente, mas não apresentou dados específicos no vídeo.

Ao encerrar a gravação, o deputado disse acreditar na vitória de Flávio Bolsonaro e afirmou confiar em Deus. As declarações sobre um possível favorecimento eleitoral e uma futura contestação do resultado foram apresentadas por Nikolas como avaliações pessoais. No vídeo, ele não apresentou provas de que a decisão tenha sido tomada com o objetivo de interferir no resultado da eleição.

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