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Política & Poder

Ministro minimiza preocupação do Copom com inflação

Arquivo Geral

04/02/2010 0h00

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, minimizou hoje (4) a preocupação manifestada pelos dirigentes do Banco Central na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) com o comportamento da inflação provocado pela retomada do crescimento econômico.

Segundo Mantega, que participou hoje da divulgação do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), há pressões sazonais (características de determinados períodos) em janeiro, como o aumento das tarifas de ônibus e de mensalidades escolares, que depois têm seus efeitos cessados adiante. O ministro adiantou que não tinha lido a ata e por isso não sabia o significado da conclusão dos técnicos.

“Muita gente tem a sua interpretação da ata, às vezes até divergentes. Mas nós [Fazenda] estamos sintonizados com o Banco Central. Ontem conversei com o presidente Meirelles e ele está tranquilo quanto a possibilidade de crescermos 5%, sem pressões inflacionárias”.

Ontem (3), o ministro do Planejamento, Paulo Beranardo, também garantiu que a elevação dos índices de preço em janeiro não significava uma tendência para a inflação em 2010 e não indica que haverá crescimento da economia acima do esperado.

Para Mantega, a redução da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) anunciada ontem pelo governo serve apenas para sustentar o preço da gasolina e é uma política já adotada há algum tempo. Ele lembrou que essa é uma política regulatória normal que já vem sendo adotada quando há desequilíbrio entre a oferta do álcool adicionado à gasolina.

Ontem, o Ministério da Fazenda anunciou que a partir de sexta-feira (5), a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) ficará menor para a gasolina. A alíquota cairá de R$ 0,23 para R$ 0,15 por litro. A desoneração valerá até 30 de abril.

 

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