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Ministro afirma que não houve superfaturamento no contrato da Covaxin

Wagner Rosário ressaltou que o governo não chegou a pagar pelas vacinas

Por Willian Matos 21/09/2021 12h36
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, depõe à CPI da Pandemia nesta terça-feira (21). Rosário responde perguntas sobre o Caso Covaxin, investigado há meses pela comissão. O ministro nega que houve superfaturamento no contrato de compra da vacina.

“Superfaturamento é um ato que acontece depois do pagamento e desembolso financeiro acima do valor de mercado. Neste caso, não houve a contratação e, por óbvio, não houve pagamento. Afirmo ao senhor que não houve superfaturamento no contrato”, disse Rosário ao relator Renan Calheiros (MDB-AL).

Quando perguntado novamente se houve ou não superfaturamento, o ministro ressaltou que esta prática só se dá após o pagamento. O Ministério não chegou a pagar pelas vacinas.

O governo federal compraria 20 milhões de doses da vacina indiana, fabricada pela farmacêutica Bharat Biotech, a 15 dólares. A negociação teve uma intermediária, a Precisa Medicamentos, também alvo da CPI. O contrato foi cancelado após investigação da comissão.

“Fizemos verificações no site da própria empresa [Bharat Biotech], e o preço que a empresa vende esses produtos para outros países está entre uma faixa de 15 e 19 dólares, mais ou menos. Nós havíamos fechado a contratação o Governo Federal em quinze dólares”, alega Wagner Rosário.








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