A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou irregularidades no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A empresa responsável pelo WhatsApp e Instagram também disse não ter identificado indícios de atuação coordenada ilícita nas publicações do parlamentar na rede social.
Em manifestação enviada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a empresa sustentou que a mobilização política de apoiadores, por si só, não viola as políticas de suas plataformas. A empresa diferencia a organização legítima de usuários para atividades políticas de práticas proibidas, como a disseminação de fraudes, mensagens automatizadas e coordenação de atividades criminosas.
A Meta ressaltou que a legislação eleitoral admite a organização de apoiadores reais e identificados para a participação no debate público. “Somente deixa de receber proteção jurídica quando utilizada para práticas ilícitas”, afirmou a empresa, citando a Resolução nº 23.610/2019 do TSE.
Segundo a companhia, os canais do WhatsApp seguem normas específicas, que restringem a atuação coordenada apenas a atividades violentas ou criminosas, não abrangendo a mobilização política dentro dos limites legais.
Apesar de não ter encontrado problemas até o momento, a Meta informou que ainda não analisou integralmente o material do processo. Parte da prova foi disponibilizada em um pen drive, acessado apenas nesta sexta-feira (23).
A empresa solicitou um prazo adicional de cinco dias para completar sua avaliação e apresentar eventuais esclarecimentos ao tribunal. O posicionamento foi enviado às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para domingo (25).