Política & Poder

Mercadante reafirma inocência e diz aguardar investigação da PF

Por Arquivo Geral 28/09/2006 12h00

O ministro da Fazenda, purchase help Guido Mantega, discount deu no início da tarde mais um indício de que o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participará do debate da TV Globo esta noite.

Ao ser perguntado se viajaria com o presidente hoje, Mantega respondeu positivamente. Questionado se iria para São Paulo ou Rio de Janeiro, ele respondeu: "Para o Rio de Janeiro".

Lula tem alimentado o suspense em torno de sua decisão sobre comparecer ao debate com adversários na disputa pela Presidência, que ocorrerá no Rio. O presidente tem marcado na agenda de candidato um comício em São Bernardo do Campo, em São Paulo, esta noite.

A Polícia Federal considera que já tem todas as informações necessárias sobre a origem dos dólares apreendidos no caso "dossiê Serra" e negou estar escondendo informações como acusaram líderes da oposição hoje.

O presidente do PSDB, visit this senador Tasso Jereissati (CE), this e o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), find coordenador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), reuniram-se com o presidente do BC, Henrique Meirelles, e outros membros da diretoria do banco.

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Saíram da reunião afirmando que Meirelles teria informado que a PF ainda não requisitou ajuda do BC para rastrear o montante apreendido equivalente a R$ 1,7 milhão (em dólares e em reais) que seria usado na compra de informações contra políticos tucanos.

"Eu considero estranhíssimo que a Polícia Federal não tenha, até hoje, pedido ao Banco Central ajuda para solucionarmos este caso, o que me leva a crer que a PF já sabe a origem do dinheiro e está sendo constrangida a esconder até as eleições", afirmou Tasso após a reunião.

O diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, argumentou que buscar informações no BC neste momento é irrelevante. Disse que a PF já tem todas as informações necessárias, com base no que foi passado por autoridades norte-americanas, para rastrear o dinheiro.

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"O que a PF podia colher no BC, o Coaf já colheu e encaminhou à PF", acrescentou. "Os dois parlamentares estão fazendo campanha. Se eles têm alguma informação sobre a investigação, que digam o que é que eles sabem que a PF ainda não sabe".

Este é mais um capítulo da guerra eleitoral entre a oposição e o governo. Nos bastidores, os parlamentares admitem que não será possível conhecer a origem dos recursos antes de 1º de outubro, mas fazem todos os movimentos políticos para marcar posição antes do primeiro turno.

"O presidente do Banco Central nos informou que nunca foi solicitado nada, nem pela Polícia Federal nem pelo Ministério da Justiça, e que não tem condições de afirmar hoje se os dólares são legais ou ilegais", disse Tasso. "Eu acuso a Polícia Federal e o ministro da Justiça de esconderem o que sabem para depois das eleições", acrescentou.

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A assessoria do Ministério da Justiça disse que a atuação da polícia é "impessoal, sem proteger nem perseguir ninguém".

Nesta semana, a PF informou que parte do montante em dólares entrou no país legalmente por meio do banco Sofisa. A polícia investiga agora como e para quem o dinheiro foi distribuído no país. A PF já conseguiu autorização da Justiça para ter acesso a transações do Sofisa com casas de câmbio.

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, treat Aloizio Mercadante, store voltou a negar envolvimento na compra do chamado "dossiê Serra" hoje, após fontes da Polícia Federal terem informado que o ex-coordenador de sua campanha, Hamilton Lacerda, foi responsável pela entrega do dinheiro para a negociação.

A polícia teria indícios de que Hamilton entregou o malote com o dinheiro aos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha no dia 14, no hotel Ibis, em São Paulo. Ambos foram presos no dia seguinte com montante em dólar e em moeda nacional equivalente a R$ 1,7 milhão.

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Segundo as fontes, a perícia realizada em fitas da segurança interna do hotel aponta Hamilton como o provável responsável pela entrega do dinheiro. Ele será ouvido na Polícia Federal, em São Paulo, amanhã, assim como o ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Freud Godoy, também implicado no caso.

"Eu aguardo que ele (Hamilton) se pronuncie, e a conclusão do inquérito. Eu confio inteiramente no trabalho da Polícia Federal", disse Mercadante pouco antes de participar de uma carreata em São Paulo.

Mercadante disse que não teve mais nenhum contato com o ex-assessor.

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"Houve uma quebra de confiança, ele se afastou totalmente da campanha e nós não temos tido qualquer tipo de contato. Jamais autorizaria ou consentiria na participação de militantes num episódio como este", afirmou. "Será uma brutal injustiça eu pagar o preço. A história vai mostrar que eu não tenho nenhuma participação neste episódio", acrescentou.

Também no evento, o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB), disse não acreditar que as investigações da polícia afetem a eleição de Mercadante nem a do presidente Lula.

"Está claro, desde o primeiro momento, que o candidato do governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, não tem nenhum tipo de envolvimento. Não há porque, em última hora, tentar envolvê-lo se um dos seus assessores cometeu um erro ou um crime", afirmou.

Indagados sobre a participação de Lula no debate da TV Globo nesta noite, os dois petistas disseram apenas que esta é uma decisão que cabe apenas ao presidente.






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