O mercado interno foi fundamental para o enfrentamento da crise, na avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ao participar hoje (4) da divulgação do 9° Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Mantega destacou a importância do fortalecimento do mercado para dar mais autonomia ao crescimento do país. Ele também informou que, proporcionalmente, o país deve criar mais empregos do que a China.
“Em um período de crise internacional que o mercado encolheu foi fundamental que tivéssemos constituído um mercado interno, pois isso não interrompeu o nosso crescimento. Isso permitiu que ele tivesse continuidade”.
O ministro mostrou dados de vendas no varejo entre janeiro e novembro de 2009 que mostraram queda nos países, como por exemplo de 6,6% nos Estados Unidos e Japão 5%, enquanto, no Brasil, o indicador atingiu resultado positivo de 5,5%. O ministro lembrou que, apesar da crise, o mercado consumidor resistiu bem.
O ministro apresentou a expectativa de geração de empregos nos vários países, uma pesquisa feita com líderes empresariais em Davos, na Suíça, onde ser realizou o Fórum Econômico Mundial.
Os dados revelam que o Brasil está em primeiro lugar na expectativa do setor, pois 27% dos entrevistados disseram que esperam crescimento do emprego no país acima de 5% em 2010; 7% disseram que esperam crescimento de 5% a 8% e 27%, acima de 8%.
“Essa expectativa é importante porque mostra o otimismo e a atratividade que tem o Brasil para o mundo e para os empresários, maior até que a China. Proporcionalmente, estaremos criando mais empregos que a China, não em valores absolutos, mas em proporção à nossa mão de obra”.