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Manifestantes fecham a avenida Paulista em ato dominado por bandeiras partidárias

Bandeiras de partidos como PT, PSOL, PC do B, UP e PSTU são predominantes, e integrante da Juventude do PCO, diz que o PSDB não é bem-vindo

CARL DE SOUZA / AFP

Bianka Vieira e Roberto de Oliveira
FolhaPress

Em São Paulo, o ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já bloqueia as duas pistas da avenida Paulista. Os manifestantes, no entanto, estão dispersos em cinco carros de som e não ocupam toda a extensão da via.

Bandeiras de partidos como PT, PSOL, PC do B, UP e PSTU são predominantes. João Pimenta, 23, da Juventude do PCO, diz que o PSDB não é bem-vindo à manifestação. Deveria estar “na manifestação do MBL”, programada para o dia 12. “Acho uma loucura colocar essa gente aqui”, disse. “Não descarto novos confrontos.”

Poucas faixas ou cartazes lembram a crise sanitária da Covid-19 no ato que tem como principais bandeiras o “fora, Bolsonaro”, o apelo por mais vacinas contra o novo coronavírus e a defesa do auxílio emergencial de R$ 600.

Em frente ao Masp (Museu de Arte de São Paulo), oradores iniciam suas falas no trio elétrico e citam pautas como a defesa do aborto, dos quilombolas e o fim do genocídio da população negra.

Diferentemente de outros atos, a reportagem não identificou a distribuição de álcool em gel nem máscaras de proteção contra o vírus -embora a maioria dos presentes faça seu uso.

Na alameda Casa Branca, que faz esquina com a Paulista, há três camburões do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo. Um helicóptero da polícia paulista também sobrevoa o local.

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Rio de Janeiro

CARL DE SOUZA / AFP

O protesto contra o governo Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, neste sábado (24), teve como principal foco a cobrança pelo impeachment do presidente, chamado de “genocida” por manifestantes. O ato, que durou em torno de quatro horas, foi encerrado pouco depois das 14h.

Críticas aos militares também foram ouvidas ao longo da caminhada na avenida Presidente Vargas, na região central do Rio. Os manifestantes percorreram trajeto de aproximadamente dois quilômetros.

O avanço na vacinação contra a Covid-19 foi outra pauta recorrente no protesto. Vários manifestantes usavam camisetas ou seguravam bandeiras de partidos ligados à esquerda, como PT, PSOL e PC do B.

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara, subiu no carro de som e discursou contra Bolsonaro e o voto impresso. Organizadores do ato falaram em 70 mil pessoas presentes.

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