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Mandetta: governo se distanciou do Ministério da Saúde

Mandetta afirmou que mensagens mandadas a outros ministro não eram respondidas

Mandetta na CPI Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado

Mateus Souza
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Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que ocorre nesta terça-feira (4), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta apontou que o presidente Jair Bolsonaro optou por ficar do lado da Economia e se afastar do Ministério da Saúde.

Mandetta afirmou que mensagens mandadas a outros ministros não eram respondidas. Segundo o ex-ministro, a equipe do Governo Federal achava que o impacto econômico da pandemia seria menor.

“O distanciamento da equipe econômica era real, eu não posso negar. Eu dialogava um pouco com o segundo escalão sobre algumas questões. Mas entre ministros: telefonemas, recados, para conversar com ministros, não eram respondidos”, disse Mandetta.

“Havia uma visão muito menor da gravidade (da crise). Eu dizia: ‘a crise vai longe’. O ministro (da Economia) imaginou que o Brasil cresceria 2,5%, mas, com a pandemia, cairia para 2%. E eu dizia ‘não está compreendendo o tamanho da confusão'”, completou.

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Segundo o ex-ministro, o governo acreditou que haveria uma imunidade de rebanho, o que induziu o executivo a aprovar o Auxílio Emergencial de R$ 600. Para Mandetta, a equipe do governo imaginou que a crise duraria apenas quatro meses.

“Eu disse a todos eles: quando iria crescer, quando iria ser o aumento, quando iria estabilizar, quando iria cair, o intervalo para ter uma segunda onda, o número possível de mortos. Todas essas informações eles tinham.”

O ex-ministro afirmou ainda que desconhece o motivo da pandemia ter sido pautada da forma como foi.

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