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Política & Poder

Maioria da Câmara aprova as contas

Arquivo Geral

06/11/2013 11h02

As contas dos quatro governadores que estiveram a frente do Distrito Federal em 2010 – José Roberto Arruda (PR), Paulo Octávio (PP), Wilson Lima (PR) e Rogério Rosso (PSD) – foram aprovadas em turno único na Câmara Legislativa por 18 votos a favor, dois contras e duas abstenções. Antes de ser apreciada, a matéria contou com alfinetadas entre parlamentares para só então ir a votação.

 

O vice-presidente da Casa e relator da matéria Agaciel Maia (PTC), afirmou, ao falar sobre seu parecer, que seus companheiros não deveriam criar “fantasias” sobre os relatórios técnicos expedidos pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e acompanhado pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof). “Nós devemos ter cuidado para que o feitiço não vire contra o feiticeiro. Acredito que não devemos criar nada sobre um relatório que é técnico e foi expedido pelo Tribunal de Contas do DF”, declarou Agaciel Maia, que deu a entender estar se referindo ao relatório paralelo feito por Wasny de Roure (PT), quando ele foi o relator da matéria e deu parecer contrário a aprovação. 

 

A declaração não caiu bem entre os distritais que eram contra a aprovação das contas polêmicas e gerou troca de farpas.

 

Contrários

 

O distrital Patrício, que votou contra, (PT) revoltou-se e foi a tribuna para rebater as afirmações. “Tem processos que já estão sendo julgados e no ano que vem muitos de vocês verão que haverá pessoas condenadas por suas más ações. Por isso voto com minha consciência limpa”, contra-atacou o parlamentar.

 

Wasny, mais contido, também se pronunciou sobre a matéria, mas se resumiu a dizer que acompanharia o voto do seu companheiro de partido, já que acreditava em seu antigo relatório. Agaciel, por sua vez, tentou amenizar a crise causada e disse não ter personificado ninguém em sua fala.

 

Preocupada com a imagem que poderia estar sendo passada para as pessoas que estavam nas galeria da Casa, Celina Leão (PDT) retrucou com os parlamentares. “Votar a favor não significa que eu compactue com o errado. Que isso não condene quem votar a favor, nem absolva quem for contra”, declarou.

 

Sinal verde para disputar eleições

 

A votação das contas dos quatro governadores tira das costas de José Roberto Arruda e Paulo Octávio o peso dos problemas gerado pela crise política que atravessou o Distrito Federal entre 2009 e 2010.

 

Com o resultado, que teve os votos contrários dos distritais Patrício e Wasny de Roure e a abstenção de Chico Vigilante (PT) e Joe Valle (PDT),  os ex-chefes do Executivo local estarão aptos para a disputa das eleições do ano que vem. Se não houver outro impedimento, claro.

 

Presidente tentou

 

A reprovação das contas chegou a ser examinada por Wasny, ainda durante as reuniões da Comissão Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), que acompanharam a decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal.

 

 O presidente da Casa afirmava que tinha em seu poder um relatório feito em sua passagem pela comissão, preparado com o auxílio de um servidor do próprio TC, e que desaprovava as contas daquele ano.

 

Durante sua fala, ontem, enquanto rebatia as críticas de Agaciel Maia, Wasny lembrou que a matéria também sofreu divergências entre os sete conselheiros do Tribunal de Contas e que a matéria só pode ser encerrada com o voto de desempate da presidente da instância. A aprovação do TCDF foi  concluídas com ressalvas pelos conselheiros.

 

Gestão atual

 

Ao fim da sessão, foram aprovadas as contas relativas a 2012. Por 20 votos a favor e uma abstenção, da distrital Liliane Roriz (PRTB), a atual gestão também teve o apoio dos parlamentares, que com a votação aguardam apenas o parecer do Judiciário das contas de 2009.

 

Saiba Mais

 

Com a aprovação do projeto, as entidades religiosas terão preferência na compra dos terrenos que já ocupam, podendo fazer o lance mínimo para que fiquem com as terras.

 

Para que ocorra a licitação, sem problemas, a Secretaria de Habitação enviará uma nova emenda que protege áreas destinadas a escolas e equipamentos de saúde, o que deve ocorrer em no mínimo 15 dias.

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